CityTudo

Publicidade

Lista completa: todos os peptídeos emagrecedores e para que cada um serve

De semaglutida a retatrutida, veja um panorama organizado dos principais peptídeos emagrecedores já aprovados ou em estudo e para que cada um é indicado

Duda NogueiraDuda Nogueirado CityTudo

25 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Caixa de medicamento injetável em farmácia, representando a variedade de peptídeos emagrecedores hoje no mercado ou em estudo

Com tantos nomes novos surgindo em estudos e no mercado, pode ser difícil acompanhar quem é quem entre os peptídeos emagrecedores. Esta lista organiza os principais medicamentos dessa classe, já aprovados ou ainda em fase de estudo, com o mecanismo de ação e a situação regulatória de cada um. Para entender os hormônios por trás de todos eles, vale começar pelo explicador sobre como GLP-1, GIP e glucagon agem no corpo.

Liraglutida

A liraglutida foi um dos primeiros agonistas de GLP-1 usados em larga escala para tratamento de diabetes e, depois, de obesidade, sob marcas como Victoza e Saxenda. Sua aplicação é diária, diferente da maioria dos peptídeos mais recentes, que costumam ser semanais, e seus resultados de perda de peso são considerados mais modestos frente à geração seguinte de medicamentos.

Semaglutida

Princípio ativo de Ozempic e Wegovy, a semaglutida age no receptor de GLP-1 e é hoje um dos medicamentos mais conhecidos dessa classe no Brasil. No comparativo direto do estudo SURMOUNT-5, teve perda média de 13,7% do peso em 72 semanas, número menor que o da tirzepatida no mesmo estudo. No Brasil, já existem genéricos e similares aprovados pela Anvisa, embora restritos ao tratamento de diabetes tipo 2, não de obesidade.

Tirzepatida

Presente no Mounjaro e no Zepbound, a tirzepatida combina os receptores de GLP-1 e GIP, o que na prática costuma significar menos náusea e maior efeito sobre a composição corporal em comparação a remédios de ação única. No mesmo SURMOUNT-5, a substância teve perda média de 20,2% do peso em 72 semanas. Antes de aplicar a caneta desse ou de qualquer outro peptídeo semanal, vale seguir o guia de aplicação correta.

Mazdutida

Aprovada na China em 2025 e desenvolvida pela Innovent em parceria com a Eli Lilly, a mazdutida combina os receptores de GLP-1 e glucagon. Ainda não tem registro nem previsão de chegada ao Brasil. O explicador completo sobre a mazdutida e a reportagem sobre sua origem como “Mounjaro chinês” trazem mais detalhes, assim como o comparativo entre mazdutida e tirzepatida, que reforça a ausência de estudo direto entre as duas.

Survodutida

Desenvolvida pela Boehringer Ingelheim com a Zealand Pharma, a survodutida também combina GLP-1 e glucagon, mas com números próprios de estudo: perda média de 16,6% do peso e redução de 34% da gordura visceral em 76 semanas, segundo os estudos de fase 3 SYNCHRONIZE. Ainda é um medicamento investigacional, sem aprovação em nenhum mercado.

Retatrutida

Em fase de estudo pela Eli Lilly, a retatrutida é chamada de agonista triplo por combinar GLP-1, GIP e glucagon. É a que mostrou os resultados mais expressivos até agora, com perda de até 31,9 kg em 80 semanas e média de 30,3% do peso em uma extensão de 104 semanas, segundo o estudo TRIUMPH-1. Também não tem aprovação nem data de mercado confirmada.

Um mesmo cuidado para todos

Independentemente do peptídeo, aprovado ou ainda em estudo, o uso desses medicamentos deve ser sempre acompanhado por um médico, que pode avaliar o histórico de saúde de cada pessoa e o risco de efeitos colaterais, que vão de náusea e diarreia, mais comuns, a sinais mais graves como dor abdominal intensa, que exige atenção médica imediata. Vale reforçar também que a maioria desses remédios não deve ser usada apenas com foco estético, e sim dentro de um contexto terapêutico avaliado individualmente, como já discutido em outras reportagens do CityTudo sobre o tema, incluindo por que não usar Mounjaro não faz ninguém “melhor” e por que parar de usar esses medicamentos sem mudar hábitos pode levar ao reganho de peso.

Leia também