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É o "Mounjaro chinês"? Conheça a mazdutida, novo remédio que promete rivalizar com os emagrecedores mais famosos

Aprovada na China, a mazdutida combina duas ações no organismo e já apareceu em estudos comparativos de peso e controle glicêmico

Duda NogueiraDuda Nogueirado CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Caneta injetável de Ozempic (semaglutida) com rótulo em chinês; a mazdutida usa um dispositivo do mesmo tipo

Vídeos nas redes sociais têm apresentado a mazdutida como o “Mounjaro chinês”, um possível novo concorrente barato para os medicamentos injetáveis contra obesidade que já dominam o mercado. A comparação chama atenção, mas a história real por trás do remédio é um pouco diferente do que a alcunha sugere.

Não é só chinesa: a mazdutida nasceu de uma parceria

A mazdutida foi desenvolvida pela Innovent Biologics, biofarmacêutica chinesa, mas em parceria com a americana Eli Lilly, a mesma empresa por trás do Mounjaro e do Zepbound. Não se trata, portanto, de um concorrente chinês isolado surgindo do nada para brigar de fora com os gigantes ocidentais, e sim de um produto que nasceu dentro do mesmo ecossistema das farmacêuticas que já lideram essa categoria de remédios.

Como o medicamento age no organismo

Diferente da semaglutida (usada em Ozempic e Wegovy), que age só no receptor de GLP-1, a mazdutida foi desenhada para atuar tanto no receptor de GLP-1 quanto no de glucagon (GCG). Segundo a Innovent, essa dupla ação ajuda a reduzir o apetite e, ao mesmo tempo, aumentar o gasto energético do corpo, o que teoricamente potencializa o efeito sobre o peso além do que se vê com remédios de ação única. Vale reforçar que esse mecanismo é o que a fabricante descreve, e a forma como cada organismo responde pode variar bastante de pessoa para pessoa.

O que os estudos já mostraram

A mazdutida foi aprovada na China em 2025 e passou por estudos de fase 3, incluindo o chamado DREAMS-3, que comparou o remédio a outras opções em pacientes com diabetes tipo 2. Segundo a Innovent, o estudo mostrou resultados superiores de controle glicêmico e perda de peso frente ao comparador usado na pesquisa. Esses dados vêm diretamente da empresa que desenvolve o medicamento, o que não invalida os números, mas reforça a importância de esperar por avaliações independentes e, no caso do Brasil, por uma eventual análise da Anvisa antes de qualquer expectativa sobre disponibilidade por aqui.

Ainda não é vendido no Brasil

Até o momento, a mazdutida não tem registro nem previsão de chegada ao mercado brasileiro. Qualquer decisão sobre o uso de medicamentos para emagrecimento ou controle de diabetes deve ser feita com acompanhamento médico, considerando o histórico de saúde de cada pessoa, e não com base em comparações feitas nas redes sociais.

Fontes

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