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Anvisa registra o primeiro genérico do Ozempic no Brasil e mercado deve ficar mais barato

Agência aprovou a primeira semaglutida genérica, da EMS, e o primeiro similar, o Semaclique, da Germed, abrindo caminho para preços menores nas canetas de emagrecimento

Duda NogueiraDuda Nogueirado CityTudo

20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Caneta injetável de semaglutida da linha Ozempic sobre uma superfície clara

O mercado das chamadas canetas de emagrecimento entrou em uma nova fase no Brasil. A Anvisa registrou em 17 de agosto de 2026 a primeira semaglutida genérica do país, produzida pela EMS, além do primeiro similar, o Semaclique, da Germed. A semaglutida é o princípio ativo do Ozempic, medicamento que virou sinônimo de tratamento para diabetes e perda de peso nos últimos anos.

Por que a aprovação era esperada

A chegada dos genéricos está ligada ao fim da exclusividade de patente. A proteção da semaglutida no Brasil tinha prazo definido, e a Justiça manteve essa data ao rejeitar o pedido de extensão feito pela fabricante original. Com a patente vencida, outros laboratórios ficam livres para produzir versões próprias do mesmo princípio ativo, o que tende a pressionar os preços para baixo.

Um mercado bilionário

O interesse dos laboratórios se explica pelo tamanho do negócio. Segundo estimativas de mercado, o segmento de medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, deve movimentar cerca de R$ 11 bilhões em 2025 e quase dobrar de tamanho em 2026, chegando perto de R$ 20 bilhões. É esse potencial que atrai as farmacêuticas nacionais para a disputa.

O que muda para o consumidor

Hoje o tratamento ainda é caro, com valores que variam bastante conforme a dose e a marca. A entrada de genéricos e similares costuma ampliar a oferta e reduzir preços ao longo do tempo, embora o efeito não seja imediato. Para quem depende do medicamento, o registro representa a promessa de mais opções na farmácia nos próximos meses.

A próxima fronteira é o comprimido

Além das versões injetáveis, o setor corre para lançar formulações orais. As fabricantes preparam versões em comprimido dos remédios para emagrecer, com lançamentos previstos ainda para 2026. Se confirmadas, essas apresentações podem facilitar a adesão ao tratamento, já que eliminam a necessidade da aplicação com caneta.

Atenção ao uso

Apesar da popularidade, os especialistas reforçam que esses medicamentos têm indicação médica e efeitos colaterais, e não devem ser usados por conta própria com foco apenas estético. A orientação de um profissional de saúde segue sendo essencial para avaliar riscos, doses e acompanhamento ao longo do tratamento.

Fontes

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