Não usar Mounjaro não te faz melhor: Paulo Muzy comenta o julgamento sobre medicamentos para emagrecer
Educador físico critica o julgamento moral em torno de quem opta por medicamentos com acompanhamento médico para tratar obesidade
Redação CityTudodo CityTudo10 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O crescimento no uso de medicamentos como o Mounjaro para tratamento de obesidade e diabetes trouxe consigo um debate paralelo, o julgamento moral sobre quem opta por esse tipo de tratamento em vez de emagrecer apenas com dieta e exercício. Em vídeo recente, Paulo Muzy comenta essa questão, defendendo que não usar o medicamento não torna ninguém “melhor” do que quem usa sob acompanhamento médico.
O que é o Mounjaro e para que serve
O Mounjaro é o nome comercial de um medicamento à base de tirzepatida, originalmente desenvolvido para o tratamento de diabetes tipo 2 e posteriormente também indicado, em alguns países, para o tratamento de obesidade, sempre mediante prescrição e acompanhamento médico. Esse tipo de medicamento atua em mecanismos relacionados à saciedade e ao controle glicêmico, mas seu uso deve ser sempre avaliado individualmente por um médico, considerando o histórico de saúde de cada paciente.
Obesidade como condição de saúde, não falha de caráter
Um dos pontos centrais na reflexão trazida no vídeo é o entendimento da obesidade como uma condição de saúde multifatorial, que envolve genética, ambiente, questões hormonais, psicológicas e sociais, e não apenas uma questão de força de vontade ou disciplina individual. Segundo orientações médicas gerais, tratar a obesidade como doença, e não como falha moral, é fundamental para reduzir o estigma que muitas vezes afasta pessoas de buscar tratamento adequado, seja ele medicamentoso ou não.
Por que o julgamento sobre o uso de medicamentos é problemático
Julgar quem opta por usar medicamentos com acompanhamento médico para tratar obesidade, como se isso fosse um “atalho” ou uma forma menos válida de emagrecer, ignora a complexidade da condição e o fato de que, para muitas pessoas, a combinação entre medicamento, mudança de hábitos e acompanhamento profissional é o caminho mais eficaz e seguro disponível. Esse tipo de julgamento pode inclusive prejudicar a adesão ao tratamento, levando pessoas a abandonar terapias eficazes por vergonha ou pressão social.
O uso responsável é o que faz a diferença
O ponto central não deveria ser usar ou não usar esse tipo de medicamento, mas sim se o uso está sendo feito com acompanhamento médico adequado, exames regulares e dentro de um contexto terapêutico real, e não como recurso estético sem indicação clínica. Especialistas em endocrinologia reforçam que o uso desses medicamentos fora de um contexto de acompanhamento profissional pode trazer riscos à saúde que superam qualquer benefício estético buscado.
Uma reflexão sobre empatia no debate sobre emagrecimento
A mensagem central do vídeo de Paulo Muzy aponta para a necessidade de mais empatia e menos julgamento nas conversas sobre emagrecimento e tratamento de obesidade, reconhecendo que cada pessoa tem um caminho diferente e que decisões de saúde tomadas com acompanhamento médico não deveriam ser motivo de comparação ou superioridade moral entre quem usa e quem não usa determinado tratamento.
Vídeo original de Paulo Muzy. Assista na íntegra no canal original.


