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Zema abre série de entrevistas da Globo com presidenciáveis e promete anistia aos condenados do 8 de Janeiro

Candidato do Novo defendeu ajuste fiscal para baixar juros a 6% sem detalhar as medidas, classificou julgamento do STF como "nitidamente político" e citou o modelo de segurança de Nayib Bukele

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Romeu Zema durante entrevista à Globo, com letreiro da GloboNews ao fundo

A Globo começou nesta segunda-feira (24) a série de entrevistas com os seis candidatos à Presidência mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, transmitida ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com exibição pelo g1 e pela GloboNews logo após o Jornal Nacional. O primeiro entrevistado foi Romeu Zema, do Novo, ex-governador de Minas Gerais.

Ajuste fiscal sem detalhar as medidas

Questionado sobre como pretende equilibrar as contas públicas caso eleito, Zema disse que fará “um ajuste fiscal” para permitir a queda da taxa de juros a 6%, mas não detalhou em que consistiria esse ajuste nem como pretende obter a redução. Ele também prometeu que, se eleito, vai garantir a reposição da inflação no salário mínimo: “Garanto que ninguém vai ter perda”, afirmou, condicionando qualquer ganho real ao desempenho da economia.

Anistia aos condenados do 8 de Janeiro

O candidato afirmou que, se eleito, vai conceder anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e chamou o julgamento feito pelo STF de “nitidamente político”. Disse ainda confiar na urna eletrônica, mas defendeu que o sistema poderia ser “melhorado” com voto impresso.

Segurança pública no modelo Bukele

Zema afirmou que medidas adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, para reduzir os homicídios no país poderiam ser adaptadas ao Brasil. O candidato visitou El Salvador em maio de 2025 para conhecer de perto a política de segurança do país.

O que disse sobre feminicídio em Minas

Ao ser questionado sobre o aumento de casos de feminicídio durante sua gestão em Minas Gerais, Zema respondeu que o estado “tem uma taxa menor do que a média do Brasil”, trecho que a GloboNews destacou em vídeo publicado após a entrevista. Como plano de combate à violência contra a mulher, ele citou a ampliação do número de delegacias especializadas com atendimento feito por funcionárias mulheres e a criação de mais casas de acolhimento para vítimas.

Privatizações e Previdência

Sobre a promessa de privatizar estatais federais, apesar de não ter conseguido vender a Cemig no governo mineiro, Zema disse ter vendido 118 empresas e participações do estado durante sua gestão. Sobre a Previdência, afirmou que não pretende, a princípio, aumentar a idade mínima para aposentadoria.

As próximas entrevistas

A série segue ao longo da semana, sempre depois do Jornal Nacional: Ronaldo Caiado (PSD) nesta terça (25), Renan Santos (Missão) na quarta (26), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta (27), Flávio Bolsonaro (PL) na sexta (28) e Augusto Cury (Avante) no sábado (29). O primeiro turno das eleições presidenciais está marcado para 4 de outubro.

Vídeo original de GloboNews. Assista na íntegra no canal original.

Fontes

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