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Haddad compara disputa pelo governo de SP a "Davi contra Golias" e mira Flávio Bolsonaro

Candidato do PT critica a união entre Centrão e bolsonarismo em torno de Tarcísio de Freitas, enquanto pesquisa de agosto mostra o governador com 50,6% contra 33,6% do petista

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

21 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Eleitor digita o número do candidato em urna eletrônica durante votação

Em entrevista concedida na quarta-feira (19), o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, classificou a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes como uma “briga de Davi contra Golias” e afirmou que o Centrão se uniu ao bolsonarismo em torno do governador Tarcísio de Freitas. Segundo o petista, esse é o principal obstáculo político da candidatura em um estado historicamente favorável a Tarcísio.

As críticas à gestão estadual

Durante a entrevista, Haddad concentrou grande parte dos ataques em áreas como saúde, educação, segurança pública e a situação fiscal do estado, questionando números apresentados pela gestão de Tarcísio ao longo dos últimos anos à frente do governo paulista.

O ataque a Flávio Bolsonaro

Ao comentar o cenário nacional, Haddad também mirou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, classificando-o como “um grave risco institucional” para o país e afirmando não conseguir conceber uma vitória dele nas eleições de 2026.

O que mostram as pesquisas

Apesar do discurso combativo, os números ainda favorecem o adversário. Levantamento do instituto Ideia, feito entre 5 e 8 de agosto de 2026 a pedido da Associação Comercial de São Paulo, mostra Tarcísio com 50,6% das intenções de voto no primeiro turno contra 33,6% de Haddad. Em um eventual segundo turno entre os dois, a distância se mantém: 53,4% a 37,0% a favor do governador.

Por que Haddad deixou o Ministério da Fazenda

Haddad comandou a Fazenda por pouco mais de três anos, entre janeiro de 2023 e março de 2026, quando deixou o cargo para se dedicar à pré-campanha ao governo paulista, sendo substituído por Dario Durigan no comando da pasta. A escolha do nome forte do governo Lula para enfrentar Tarcísio reflete a avaliação do PT de que São Paulo é a peça mais estratégica do tabuleiro eleitoral de 2026.

Fontes

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