Governo propõe salário mínimo de R$ 1.741 para 2027, anuncia ministro Durigan
Valor representa alta nominal de 7,4% sobre o piso atual de R$ 1.621 e será enviado ao Congresso dentro do PLOA de 2027; reajuste real de 2,4% ainda depende do INPC de novembro e pode mudar
Marina Kesslerdo CityTudo25 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (24) que o governo vai propor um salário mínimo de R$ 1.741 para 2027. O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4% nominal, em relação ao piso atual de R$ 1.621, e será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
Como o governo chegou a esse número
A projeção considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior, somado ao crescimento econômico dos dois anos anteriores, metodologia que o governo já usa para calcular o reajuste anual do piso nacional. Descontada a inflação projetada, o ganho real estimado é de 2,4% acima do custo de vida.
Prazo para o Congresso e ressalva importante
O PLOA de 2027 precisa ser enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto, e é dentro desse projeto que a proposta do novo mínimo será formalizada. Apesar do anúncio, o valor final de R$ 1.741 ainda é uma estimativa e pode mudar, já que depende do INPC de novembro, que só será divulgado em dezembro, além de precisar da aprovação do Congresso.
Quando passa a valer e quem sente o impacto
Se aprovado como está, o novo piso entra em vigor em janeiro de 2027, com reflexo no salário que o trabalhador recebe em fevereiro. O reajuste do mínimo tem efeito direto muito além do salário-base: ele também impacta os pagamentos previdenciários do INSS, o seguro-desemprego e o abono salarial, já que nenhum desses benefícios pode ter valor menor que o piso nacional.
O anúncio chega poucos meses depois de o salário mínimo de 2026 ter entrado em vigor em R$ 1.621, e mantém o padrão de reajuste real acima da inflação que o governo vem aplicando nos últimos anos.


