Lula faz ato em São Bernardo do Campo e pede votos para Tebet, Marina Silva e Haddad
Presidente defendeu respeito às mulheres durante discurso e articula maioria no Congresso de olho em um eventual quarto mandato
Marina Kesslerdo CityTudo20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou um ato de campanha no Estádio Municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, pedindo votos para as senadoras Simone Tebet e Marina Silva, candidatas a vagas no Senado por São Paulo, e para Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista.
O recado sobre respeito às mulheres
Durante o discurso, Lula defendeu publicamente o respeito às mulheres, afirmando que os homens “têm que respeitar as mulheres, não como serviçais”. A fala se soma a uma série de gestos do petista voltados a públicos específicos durante a campanha, incluindo o eleitorado evangélico e o feminino.
A disputa pela oitava candidatura
Lula disputará a Presidência pela oitava vez em sua trajetória política. Caso seja eleito, ele terá 81 anos ao tomar posse em 2027, o que reforça o desafio de mobilizar apoio amplo tanto entre aliados históricos quanto entre novos setores do eleitorado que ainda não firmaram posição na corrida.
Por que o Congresso é o alvo central
O ato em São Bernardo do Campo reflete a estratégia da campanha de tentar formar maioria no Congresso Nacional para viabilizar a governabilidade de um eventual quarto mandato. Ao pedir votos simultaneamente para candidaturas ao Senado e ao governo estadual paulista, Lula busca amarrar uma base de apoio que vá além da disputa presidencial isolada, mirando o equilíbrio de forças no Legislativo a partir de 2027.
O papel de São Paulo na estratégia
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, concentra parte relevante da estratégia da campanha petista neste momento, com o estado funcionando como termômetro para a força de aliados como Tebet, Marina Silva e Haddad diante do eleitorado paulista, historicamente mais dividido nas urnas.
Os próximos passos da campanha
Com a corrida presidencial de 2026 ganhando corpo, a expectativa é de que o presidente intensifique agendas semelhantes em outros estados nas próximas semanas, combinando atos de campanha com pautas de governo, à medida que o calendário eleitoral avança rumo ao primeiro turno.


