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Copom corta a Selic para 14% e Brasil vira o 2º maior juro real do mundo

Comitê reduziu a taxa básica em 0,25 ponto e deixou os próximos passos em aberto, num movimento acompanhado de perto pelo dólar e pela Bolsa

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Celular exibindo QR Code de pagamento sendo aproximado de uma maquininha

O Comitê de Política Monetária deu início ao afrouxamento dos juros com cautela. O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto. A decisão foi lida pelo mercado como um passo conservador, coerente com a preocupação do Banco Central em não acelerar demais o ciclo de baixa.

O que muda com o corte

Mesmo com a redução, o Brasil segue entre os países com maior remuneração real para o investidor. Com a nova taxa, o país passou a ocupar a posição de segundo maior juro real do mundo, o que atrai capital externo, mas também encarece o crédito interno e pesa sobre o consumo das famílias.

Dólar e Bolsa no radar

A decisão sobre os juros se somou a um cenário de oscilação nos mercados. Em pregões recentes, o Ibovespa chegou a recuar mais de 1%, aos 175,5 mil pontos, enquanto o dólar comercial rondava a casa dos R$ 5,10. O comportamento reflete tanto a expectativa em torno da política monetária quanto a leitura de dados de atividade que vieram mais fracos.

Por que o Banco Central foi cauteloso

Ao manter os próximos passos em aberto, o Copom evitou se comprometer com um ritmo definido de cortes. A estratégia dá margem para reagir caso a inflação surpreenda ou o câmbio se desestabilize. Na prática, o comitê sinaliza que vai decidir reunião a reunião, sem prometer uma sequência automática de reduções.

O efeito no bolso

Para o consumidor, a queda dos juros tende a baratear aos poucos linhas de crédito e financiamentos, embora o efeito não apareça de imediato. Com a Selic ainda em patamar elevado, o custo do dinheiro segue alto, e a decisão do Copom é apenas o primeiro movimento de um caminho que dependerá dos próximos dados de inflação e atividade.

Fontes

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