Tarifa de ônibus, metrô e trem em São Paulo em 2026: valores, integração e quando o mensal compensa
Ônibus custa R$ 5,30, metrô e trem R$ 5,40 e a integração R$ 9,38 desde janeiro. Veja a tabela completa da SPTrans, as regras de baldeação e as contas para escolher o bilhete
17 de agosto de 2026 · Atualizado em · 6 min de leitura

A passagem de ônibus na capital paulista custa R$ 5,30 desde 6 de janeiro de 2026, e a de metrô, trem e monotrilho, R$ 5,40. Quem combina os dois no Bilhete Único paga R$ 9,38 pela integração. Esses valores seguem em vigor em outubro e não há reajuste anunciado para o restante do ano. Abaixo, a tabela completa, as regras de baldeação e as contas para saber se vale a pena trocar a recarga avulsa pelo bilhete mensal.
Quanto custa cada modalidade
O reajuste do ônibus municipal foi de 6% (de R$ 5 para R$ 5,30) e o dos trilhos, de 3,85% (de R$ 5,20 para R$ 5,40). Os novos valores foram fixados pela Portaria SMT.GAB nº 005/2026, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. A tabela da SPTrans, atualizada em 6 de janeiro, traz todos os produtos:
| Bilhete | Só ônibus | Só metrô ou trem | Ônibus + trilhos |
|---|---|---|---|
| Comum (crédito eletrônico) | R$ 5,30 | R$ 5,40 | R$ 9,38 |
| Vale-Transporte | R$ 5,82 | R$ 5,92 | R$ 11,32 |
| Estudante | R$ 2,65 | R$ 2,70 | R$ 5,35 |
| Madrugador, comum | R$ 8,34 | ||
| Madrugador, vale-transporte | R$ 10,28 | ||
| Mensal comum | R$ 257,53 | R$ 262,43 | R$ 411,13 |
| 24 horas comum | R$ 20,25 | R$ 20,50 | R$ 27,28 |
| Semanal comum (só ônibus) | R$ 66,94 |
Pagamento em dinheiro dentro do ônibus continua em R$ 5,30, sem direito a integração. Nos municípios vizinhos a conta é outra. Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi, que formam o consórcio Cioeste, subiram a passagem de R$ 5,80 para R$ 6,10, segundo a CNN Brasil.
As regras de integração que valem hoje
A integração é o ponto em que o passageiro mais perde dinheiro por desconhecimento. Pelas regras publicadas pela SPTrans:
- Bilhete comum, só ônibus: até quatro embarques em ônibus diferentes em três horas, pagando uma tarifa.
- Bilhete comum com trilhos: até três ônibus em três horas, mais um embarque no metrô ou trem dentro das duas primeiras horas, por R$ 9,38.
- Vale-Transporte, só ônibus: até dois embarques em três horas. Com trilhos: um ônibus e um embarque no metrô ou trem, nas mesmas janelas de tempo.
- Estudante, só ônibus: até quatro embarques em duas horas, janela menor que a do bilhete comum.
- Mensal e 24 horas: até dez embarques por dia.
Quem trabalha com Vale-Transporte tem a regra mais apertada. Um trajeto com dois ônibus e metrô, que no bilhete comum cabe numa integração, no VT pode exigir duas cobranças.
Quando o bilhete mensal compensa
As contas abaixo usam ida e volta em dias úteis, sem embarques extras no fim de semana.
Só ônibus: com recarga avulsa, 44 viagens em 22 dias úteis custam R$ 233,20. O mensal de ônibus custa R$ 257,53 e só se paga a partir de 49 viagens no período de 31 dias. Quem usa ônibus também aos sábados (52 viagens, R$ 275,60) passa a economizar com o mensal. Quem só vai e volta de segunda a sexta paga menos na recarga comum, e ainda viaja de graça aos domingos.
Ônibus mais metrô: 44 integrações custam R$ 412,72. O mensal integrado sai por R$ 411,13 e permite dez embarques por dia durante 31 dias corridos. Ele empata com a recarga avulsa em dias úteis e começa a dar lucro com qualquer viagem extra, seja uma ida ao médico no meio do dia ou um passeio no sábado.
Turista ou quem tem um dia de muitas voltas: o bilhete de 24 horas integrado, a R$ 27,28, compensa a partir da terceira integração no mesmo dia.
Quem paga menos ou não paga
O estudante cadastrado paga meia: R$ 2,65 no ônibus e R$ 5,35 na integração. Alunos de baixa renda da rede pública e bolsistas de programas como ProUni e Fies podem ter passe livre, com cadastro feito pela escola ou faculdade. Pessoas com 60 anos ou mais viajam de graça nos ônibus municipais com o Bilhete Único da Pessoa Idosa, e pessoas com deficiência com laudo têm o Bilhete Único Especial. Nenhum desses grupos foi atingido pelo reajuste de janeiro.
Aos domingos o ônibus municipal é gratuito para todos, das 0h às 23h59, pelo programa Domingão Tarifa Zero. A gratuidade vale também em 25 de dezembro, 1º de janeiro e 25 de janeiro, aniversário da cidade. Metrô e trem continuam cobrando normalmente aos domingos. No dia 2 de agosto, na 145ª edição, o programa passou de 400 milhões de viagens gratuitas desde a estreia em dezembro de 2023, segundo a Prefeitura de São Paulo. Naquele domingo o sistema levou 2,83 milhões de pessoas, 17% a mais que num domingo de agosto de 2023, com 4.942 ônibus nas ruas. Reclamações de lotação e espera longa aos domingos, como as registradas no Parque Dom Pedro II, seguem em pauta, conforme o Diário do Transporte. O segundo turno das eleições, em 25 de outubro, cai num domingo e terá ônibus gratuitos na capital.
Vale-Transporte: quanto o empregado paga
O VT é mais caro por viagem (R$ 5,82 no ônibus e R$ 11,32 na integração), mas o trabalhador com carteira assinada desconta no máximo 6% do salário bruto e a empresa paga o resto. Exemplo: quem ganha R$ 2.500 e faz 44 integrações por mês teria um custo de R$ 498,08 em VT. O desconto no holerite fica limitado a R$ 150, e a empresa arca com R$ 348,08. Para quem ganha mais, a conta pode inverter. Com salário de R$ 8.000, o teto de 6% é R$ 480. Se o trajeto cabe no bilhete comum, pode sair mais barato recusar o VT e pagar a recarga do próprio bolso.
Quem banca a diferença
A tarifa paga pelo passageiro não cobre o custo do sistema. A prefeitura completa com subsídio às empresas de ônibus. Em 5 de outubro, a gestão Ricardo Nunes reforçou em R$ 271,76 milhões a verba de 2026 para essas compensações, que tinha previsão inicial de cerca de R$ 6,2 bilhões, e propôs R$ 7,35 bilhões para 2027, de acordo com o Diário do Transporte. Em 2017 o subsídio era de cerca de R$ 2,9 bilhões.
O que esperar para 2027
Até 13 de outubro, nem a prefeitura nem o governo do estado tinham anunciado tarifa para 2027. O padrão dos últimos anos é o anúncio em dezembro, com vigência na primeira semana de janeiro. Em 2026, quem recarregou o Bilhete Único até a véspera do aumento manteve o preço antigo por 180 dias, limitado a 100 passagens, segundo a CNN Brasil. Se a regra se repetir, a recarga antecipada em dezembro é a forma de adiar o reajuste no próprio bolso.


