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Brasília bate recorde de calor e umidade cai a 13%: médico explica riscos à saúde e como se cuidar

Capital federal registrou 35,2ºC na estação do Gama e teve três dias seguidos de temperatura recorde no fim de agosto; Inmet prevê mais dias quentes por causa do El Niño

Cecília PradoCecília Pradodo CityTudo

1 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

Paisagem de cerrado seco sob sol forte, com vegetação amarelada, poeira no ar e carros passando ao fundo em estrada de terra

Garganta seca, pele áspera e boca rachada viraram rotina para quem mora no Distrito Federal neste período de seca. No fim de agosto, a capital federal bateu recorde de maior temperatura histórica para o período por três dias consecutivos, com o termômetro marcando 35,2ºC na estação do Gama, enquanto a umidade relativa do ar chegou a apenas 13% em Planaltina.

Por que está tão seco

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de mais dias quentes e abafados no DF, mesmo com chuva aparecendo aqui e ali, um cenário que especialistas associam à nova passagem do El Niño, fenômeno que pode ser o mais forte da história. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ideal uma umidade relativa em torno de 60%; abaixo disso, o risco à saúde aumenta.

O que o ar seco faz com o corpo

O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Luiz de Melo Martins listou os principais efeitos da baixa umidade sobre o organismo: o nariz perde a capacidade de condicionar bem o ar inspirado, aumenta a perda de água pela via respiratória, há ressecamento e formação de crostas nas vias aéreas, além de mal-estar, fraqueza, dor de cabeça, conjuntivite, sangramento nasal, alergias e infecções respiratórias e de pele, e instabilidade da pressão arterial. Segundo o médico, “a baixa umidade acarreta a concentração de névoa seca e deixa o ar que respiramos concentrado de poeiras em suspensão, fumaça dos automóveis e partículas oriundas das queimadas que ocorrem quando a umidade está muito baixa”.

Como se proteger nesses dias

O guia de cuidados foi montado com base em entrevistas do g1 com Ricardo Luiz de Melo Martins e o pneumologista Guilherme Carvalho, e reforça medidas já recomendadas por órgãos de saúde para o período de seca: manter a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol e a atividades físicas intensas nos horários mais quentes, umidificar os ambientes fechados, usar soro fisiológico para hidratar as narinas e ficar atento a sinais de desidratação, como tontura, boca seca persistente e urina muito escura, que pedem atenção médica.

Quem já tem doenças respiratórias, como asma e rinite, ou problemas de pressão precisa reforçar ainda mais os cuidados nos dias de calor extremo e ar seco, já que esse grupo é o mais vulnerável às complicações listadas pelos médicos.

Fontes

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