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Marçal está inelegível até 2032, mas seu nome apareceu como candidato à Presidência; entenda a manobra

Movimentação de última hora dentro do PRTB reacendeu a candidatura de Marçal mesmo com decisão judicial que o barra das urnas por oito anos

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Pablo Marçal em foto de candidato registrada junto ao TSE em 2022

Uma decisão da Justiça Eleitoral barrou Pablo Marçal das urnas até 2032. Mesmo assim, no último fim de semana, o nome dele voltou a aparecer registrado como candidato à Presidência da República pelo PRTB. A explicação passa por uma troca de posições dentro da própria chapa do partido.

A inelegibilidade que deveria ter encerrado o assunto

Marçal está inelegível até 2032 por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em um processo ligado ao uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024. O caso girou em torno do chamado “campeonato de cortes”, estratégia na qual colaboradores da campanha eram incentivados a produzir grande volume de vídeos para as redes sociais, o que a Justiça entendeu configurar propaganda irregular.

A manobra dentro do PRTB

Apesar da inelegibilidade valer até 2032, muito além da eleição deste ano, o sistema de candidaturas da Justiça Eleitoral passou a mostrar o nome de Marçal na disputa presidencial depois de uma mudança na composição da chapa do PRTB. O presidente nacional do partido, Leonardo Avalanche, que inicialmente aparecia como candidato a presidente, passou para a posição de vice, abrindo espaço para Marçal assumir a ponta da chapa. Segundo a assessoria do empresário, a movimentação foi possível depois que uma liminar autorizou sua saída do União Brasil e retorno ao PRTB.

Uma situação provisória, não uma vitória definitiva

A liminar que permitiu a troca de partido é provisória e pode ser contestada em instâncias superiores. No site da Justiça Eleitoral, a candidatura de Marçal segue classificada como “aguardando julgamento”, ou seja, o caso está longe de encerrado e pode ser derrubado antes mesmo de chegar às urnas.

O pano de fundo: a confusão bilionária na declaração de bens

A movimentação política ocorreu na mesma semana em que Marçal precisou corrigir sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, depois de um erro que o fez declarar, por engano, R$ 7,4 bilhões em patrimônio, quando o valor real gira em torno de R$ 149,9 milhões. Segundo o próprio candidato, o equívoco pode ter partido tanto do preenchimento quanto do sistema do TSE ou do partido.

Fontes

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