Eleições 2026 têm 8 candidatos "Lulas" e 20 "Bolsonaros" sem parentesco com os líderes
Uso do nome "Bolsonaro" na urna sem parentesco cresceu dez vezes desde 2018, enquanto o de "Lula" caiu de dez para oito candidatos no mesmo período
Marina Kesslerdo CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Nas eleições de 2026, 28 candidatos adotaram os nomes “Lula” ou “Bolsonaro” na urna sem possuir parentesco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo levantamento do g1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral. O total de candidatos que utilizam o nome de Bolsonaro cresceu dez vezes desde 2018.
O salto entre os “Bolsonaros”
O movimento inverso entre os “Lulas”
Entre os candidatos que usam “Lula”, o movimento foi na direção contrária: eram dez em 2018, caíram para sete em 2022 e foram para oito em 2026. Um caso chama atenção: um dos oito candidatos que fazem referência a Lula no nome foge à regra política, já que é bolsonarista e, por semelhança física com o presidente, se apresenta como “o Lula do Bem”.
41 candidaturas com os dois nomes
Quem são os candidatos que usam Bolsonaro
Dos 20 candidatos que adotaram Bolsonaro como referência política no nome de urna, 16 são homens e quatro são mulheres. O PL concentra a maior parte deles, com 12 candidaturas; o Podemos tem duas; Agir, Progressistas, Democrata, Democracia Cristã e Novo têm um candidato cada. A maioria disputa vagas no Legislativo.
Entre os que usam Lula
Já entre os candidatos que usam “Lula” como referência política, o PT abriga seis deles, reforçando o padrão de que o nome funciona sobretudo como capital político dentro do próprio campo partidário do presidente.
Por que isso acontece
O fenômeno de adotar nomes de figuras políticas populares no registro de candidatura é uma estratégia recorrente em eleições proporcionais brasileiras, em que o nome de urna funciona como principal ferramenta de reconhecimento do eleitor na cabine de votação. A disparidade entre o crescimento dos “Bolsonaros” e a estabilidade relativa dos “Lulas” reflete, segundo o levantamento, a polarização que marca o cenário eleitoral desde 2018.


