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Destróier dos EUA fica 4 dias sem água, comida e banheiro após pane no Pacífico

USS Benfold, com cerca de 300 militares a bordo, sofreu falha grave nos geradores em julho e precisou de ajuda de outros navios até ser rebocado às Filipinas

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O destróier USS Benfold (DDG-65), da Marinha dos Estados Unidos (Foto: Wikimedia Commons, domínio público)

Um destróier dos Estados Unidos com cerca de 300 militares a bordo ficou quatro dias sem energia no Oceano Pacífico no mês passado, após uma falha grave nos geradores, informou a Marinha norte-americana nesta terça-feira (18), segundo reportagem da Associated Press publicada pelo g1.

Quatro dias sem estrutura básica

A pane deixou a tripulação do USS Benfold sem água potável, refeições, banheiros funcionando e ar-condicionado por pelo menos quatro dias. O navio apresentou uma “falha de engenharia envolvendo os geradores”, que provocou a perda de energia em 24 de julho, segundo o porta-voz da Marinha, comandante Matthew Comer.

O caso só veio a público na sexta-feira (14), depois de uma reportagem do site especializado USNI News. A Marinha afirmou que ninguém ficou ferido no incidente.

Socorro de outros navios da frota

Por causa da falha, o destróier precisou de ajuda de navios do grupo de ataque do porta-aviões USS George Washington. O cruzador USS Robert Smalls forneceu refeições à tripulação do Benfold, e o destróier acabou rebocado até a Baía de Subic, nas Filipinas, para passar por reparos, chegando ao local em 28 de julho. A tripulação recebeu alimentação e hospedagem fora da embarcação enquanto durou o reparo.

Segundo Comer, a tripulação demonstrou “resiliência, determinação, profissionalismo e firmeza” durante a resposta à falha. Em 8 de agosto, o Benfold deixou o porto “com todos os sistemas de engenharia, combate e suporte à tripulação funcionando normalmente”, segundo a Marinha.

Parte de uma cobrança maior sobre a Marinha

O episódio veio à tona ao mesmo tempo em que o Pentágono enfrenta cobranças sobre as condições de vida a bordo dos navios e a capacidade das Forças Armadas de abastecer as embarcações durante o conflito com o Irã. Parlamentares democratas também pedem investigações sobre as condições a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que passou um recorde de 250 dias ininterruptos no mar e enfrentou falta de itens como alimentos e produtos de higiene, além de tripulantes relatando estresse e problemas de saúde mental.

Reorganização no Pacífico

O USS George Washington deve substituir o USS Abraham Lincoln no Oriente Médio, uma movimentação que deixará o Pacífico temporariamente sem porta-aviões dos Estados Unidos, um detalhe que reforça o peso logístico do episódio dentro do planejamento naval americano na região.

Um caso que expõe fadiga da frota

O incidente com o Benfold se soma a um conjunto de relatos recentes sobre desgaste de equipamentos e tripulações da Marinha dos EUA, alimentando o debate sobre até que ponto a frota americana consegue sustentar operações prolongadas em múltiplas frentes ao mesmo tempo.

Fontes

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