Petrolífera dos EUA assume 17 campos de petróleo na Venezuela antes controlados por chinesas e uma russa
NABEP, empresa apoiada por Washington, ficará com o controle operacional dos projetos e o governo americano terá 35% de participação, poder de veto e prioridade de compra na produção
Marina Kesslerdo CityTudo1 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

A petrolífera americana North American Blue Energy Partners (NABEP) assumirá o controle de campos de petróleo na Venezuela antes operados por empresas chinesas e uma russa, segundo o anúncio feito nesta segunda-feira (31) e confirmado por dois funcionários do governo dos Estados Unidos à Reuters. A aquisição faz parte do amplo acordo de produção de petróleo que o presidente Donald Trump anunciou com a Venezuela na semana passada.
Quais campos entram no negócio
A NABEP deverá controlar um total de 17 projetos no país, entre eles ativos antes operados por estatais chinesas e por aliados do ex-presidente Nicolás Maduro. De acordo com autoridades americanas, esses projetos estão entre os 14 contratos recentemente concedidos à empresa pelo governo venezuelano.
O que os EUA ganham no acordo
A NABEP afirmou que terá o controle operacional do negócio, enquanto o governo dos Estados Unidos terá direito a uma participação de 35% na empresa, além de “acesso preferencial” a 20% da produção a preço de custo. A Casa Branca disse ainda que a empresa concedeu ao Departamento de Estado americano o direito de preferência na compra dos 80% restantes de sua produção, além de poder de veto sobre o conselho e a exigência de que a maioria dos diretores seja formada por cidadãos americanos.
Quem está por trás da NABEP
A empresa pertencia anteriormente ao magnata do petróleo americano Harry Sargeant e hoje é controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt. “A Venezuela é abençoada com abundância de recursos naturais, pessoas trabalhadoras e um potencial inexplorado”, disse Betancourt em comunicado confirmando o acordo. “Esta transação liberará esse potencial para o grande benefício tanto dos venezuelanos quanto dos americanos”.
Parte de um acordo maior por 64 bilhões de barris
Na semana passada, Trump já havia anunciado que os Estados Unidos garantiram acesso a cerca de 64 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo da Venezuela por meio de parcerias com empresas privadas. O acordo consolida a posição de empresas americanas em ativos estratégicos do país e desloca interesses chineses e russos que há anos tinham papel relevante no setor energético venezuelano, ao mesmo tempo em que dá a Washington influência direta sobre quem produz e vende o petróleo da Venezuela.


