CityTudo

Publicidade

Israel ataca base aérea na Síria e gera atrito com Turquia e Estados Unidos

Envio de Trump para a Síria classificou a ação como "escalada desnecessária"; Netanyahu diz que agiu para impedir avanço militar turco na região

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Avião decolando ao entardecer, com montanhas ao fundo

Oito ataques aéreos israelenses atingiram a base aérea de Abu al-Duhur, no norte da Síria, na madrugada de terça-feira, segundo a mídia estatal síria. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reconheceu que Israel realizou o ataque porque acreditava que a Turquia se preparava para instalar capacidade militar na base, ao sul de Aleppo.

A crítica do enviado americano

A ação foi criticada publicamente pelo governo dos Estados Unidos. Tom Barrack, enviado do presidente Donald Trump para a Síria, classificou o ataque como uma “escalada desnecessária que não contribui para a estabilidade regional”, destacando o risco de o episódio provocar um confronto direto entre Israel e a Turquia.

Por que o risco de escalada é real

Segundo Barrack, as forças turcas não sabiam que aeronaves israelenses estavam a caminho daquela base síria específica, nem qual seria o propósito da operação, o que poderia tê-las levado a colocar seus próprios caças em alerta. A leitura do enviado americano é de que esse tipo de ação aumenta o risco de um incidente militar não planejado entre os dois países.

A resposta da Turquia

A Turquia rejeitou a versão israelense sobre o episódio. O governo turco classificou as alegações de Netanyahu como “insustentáveis” e afirmou que elas buscam legitimar ataques considerados ilegais contra a soberania e a integridade territorial da Síria.

O que diz a Síria

O chanceler sírio, Asaad Al-Shaibani, também contestou a justificativa israelense. Segundo ele, o governo sírio deixou claro a Israel que não estava articulando com a Turquia para reunir presença militar na base atacada, mas Israel avançou com a operação mesmo assim.

O contexto regional

O episódio se soma a uma sequência de tensões envolvendo Israel, Turquia e os governos que emergiram na Síria após a queda de Bashar al-Assad, com diferentes potências regionais disputando influência sobre bases e áreas estratégicas do país. A reação dos Estados Unidos, tradicional aliado de Israel, sinaliza o desconforto de Washington com o ritmo das ações israelenses na região neste momento.

Os próximos passos

Até o momento, não há sinais de resposta militar turca ao ataque, mas a repercussão diplomática do episódio deve continuar nos próximos dias, em meio à pressão americana para evitar uma escalada direta entre Israel e a Turquia dentro do território sírio.

Fontes

Leia também