"Vacina contra roubo" chega aos carros de passeio e marca cerca de 100 peças
Tecnologia usada em caminhões e vans desde 2001 se expande para automóveis, com preços entre R$ 1.190 e R$ 1.790 conforme a categoria do veículo
Diego Amaraldo CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Quem teve carro nos anos 1990 e início dos anos 2000 provavelmente se lembra da gravação da placa nos vidros, prática que se popularizou em meio ao avanço dos roubos e furtos de veículos destinados ao desmanche. Mais de duas décadas depois, o conceito ressurge com uma proposta mais abrangente: a chamada “vacina contra roubo”, tecnologia que já fazia parte da rotina de caminhões, vans e máquinas desde 2001 e agora chega aos carros de passeio.
O que a tecnologia faz
Em vez de identificar apenas os vidros, como na gravação tradicional, o sistema grava permanentemente cerca de 100 componentes do veículo, incluindo peças mecânicas, estruturais e de acabamento. Apesar do nome, a “vacina” não impede furtos nem roubos: seu objetivo é dificultar a comercialização de componentes retirados de veículos desmontados, criando uma camada adicional de proteção para quem busca reduzir os riscos desse tipo de crime.
Como funciona a marcação
Cada peça recebe como identificação a própria placa do automóvel. Nas partes metálicas, como motor, câmbio, escapamento, catalisador, suspensão, cárter e compressor do ar-condicionado, a gravação é feita por um equipamento pneumático semelhante ao usado pelas montadoras para marcar o número do chassi. Já em componentes da carroceria, plásticos, faróis e lanternas, a identificação é feita por laser na parte interna das peças, preservando a aparência externa do veículo. Em modelos híbridos e elétricos, a empresa também identifica componentes do conjunto de baterias, considerado um dos itens de maior valor do veículo.
Quanto custa
Onde já está disponível
Assim como a gravação de vidros nos anos 1990, a eficácia da “vacina contra roubo” depende da divulgação ampla da tecnologia: quanto mais o mercado ilegal souber que peças marcadas são rastreáveis, menor tende a ser o interesse em comercializá-las, tornando o desmanche de veículos vacinados menos lucrativo para os criminosos.


