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Gasolina com 32% de etanol chega aos postos; veja como proteger o carro

Conselho Nacional de Política Energética aumentou a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%; MPF pede suspensão da medida

Diego AmaralDiego Amaraldo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Gasolina E32: 32% de etanol na mistura

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%. A partir de 1º de agosto, a gasolina no Brasil passou a ser comercializada com esse novo percentual. A mudança havia sido anunciada pelo CNPE em 14 de julho e terá validade de 180 dias, podendo ser prorrogada uma vez por igual período.

Por que o governo aumentou a mistura

Segundo o conselho, a medida considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis, em um momento em que o país enfrenta custos mais altos dos combustíveis fósseis, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

Os riscos para carros antigos

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que veículos antigos ou sem calibração específica para essa nova mistura podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste de componentes. O consumo também tende a subir em modelos flex e movidos apenas a gasolina, além de haver risco de ressecamento de mangueiras e oxidação de componentes metálicos.

A posição do setor sucroalcooleiro

Por outro lado, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que os ensaios realizados não identificaram impactos negativos no desempenho de veículos e que o setor possui capacidade de produção para atender à nova demanda gerada pelo aumento da mistura.

Ministério Público Federal contesta a medida

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública no fim de julho pedindo a suspensão do aumento da mistura de etanol. O argumento do MPF é que os testes não foram realizados de forma conclusiva e que os impactos ambientais da medida não foram devidamente considerados.

Para quem dirige um carro que não é flex, a recomendação geral de mecânicos é redobrar a atenção com a manutenção preventiva, especialmente em itens ligados ao sistema de alimentação de combustível, já que motores calibrados apenas para gasolina pura ou misturas com menor teor de etanol tendem a ser mais sensíveis a esse tipo de mudança na composição do combustível.

Fontes

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