EUA investigam Ford EcoSport, Fiesta e Focus por risco grave de segurança
NHTSA apura mais de 135 mil unidades por falhas que podem causar perda total de potência do motor durante o uso
Diego Amaraldo CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O NHTSA, principal órgão regulador do setor viário nos Estados Unidos, abriu uma investigação para apurar casos de risco grave à segurança envolvendo veículos da Ford. Segundo a administração, alguns veículos podem apresentar redução ou perda total de potência do motor durante o uso, aumentando o risco de acidentes.
Modelos e motor envolvidos
As investigações envolvem 135 mil unidades dos modelos Fiesta, Focus e EcoSport. Todas foram fabricadas entre 2014 e 2021 e equipadas com o mesmo motor 1.0 turbo da família EcoBoost, com correia banhada a óleo. Até o momento, cerca de 355 incidentes foram registrados pelo órgão.
Como a falha se manifesta
Em todos os incidentes registrados, houve acendimento da luz de advertência de baixa pressão do óleo do motor e, na sequência, o veículo apresentou desligamento súbito ou travamento completo do motor em plena condução. O relatório inicial do NHTSA constatou que o material da correia de distribuição pode se degradar e criar detritos que obstruem a tela de captação de óleo da bomba, resultando em redução de pressão. Segundo a investigação, as falhas podem acontecer sem sinais prévios suficientes para que o motorista perceba, e tendem a ocorrer mesmo em casos de manutenção adequada e rotineira.
Um caso relatado em Delaware
Em um dos registros, um motorista que trafegava pela cidade de Wilmington, no estado americano de Delaware, relatou que a luz de pressão do óleo acendeu e, em menos de 200 metros, seu Ford Focus 2017 perdeu toda a potência e o motor começou a fazer um barulho anormal, episódio semelhante a outros relatos que motivaram a abertura da investigação.
O que diz o órgão regulador
A investigação do NHTSA é a etapa que antecede um eventual recall obrigatório nos Estados Unidos. O EcoSport chegou a ser vendido no Brasil por quase duas décadas antes de sair de linha por aqui, e proprietários de unidades importadas ou remanescentes no mercado nacional podem verificar se o veículo está entre os afetados pela consulta ao número de chassi junto à concessionária.


