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Inmetro revela consumo do BYD Atto 2 Flex: é pior que o do Song Pro Flex

Apesar de cerca de 150 kg mais leve, diferenças no motor térmico deixaram o menor híbrido plug-in da BYD menos econômico que o irmão maior

Diego AmaralDiego Amaraldo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

BYD Atto 2 (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Depois de ser lançado no mercado brasileiro antes mesmo de ser homologado, sem consumo declarado, o BYD Atto 2 finalmente apareceu nas tabelas do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro. O SUV compacto havia sido revelado em junho com duas versões e preços: GL por R$ 149.990 e GS por R$ 169.990, mas o dado de consumo só chegou meses depois, com entregas que podiam demorar até três meses desde a reserva.

O motor por trás do consumo

As duas configurações usam um motor 1.5 aspirado que sempre gera 98 cv e 13,5 kgfm de torque, focado em extrair alta eficiência térmica e atuar como gerador da bateria, que é justamente onde está a diferença entre as versões. Ambas são híbridas do tipo plug-in, ou seja, precisam de recarga externa. A versão de entrada GL tem bateria de 7,85 kWh e potência combinada de 177 cv, enquanto a GS tem bateria de 18,03 kWh e 197 cv. O torque combinado é sempre de 30,6 kgfm.

Os números do Inmetro

Na configuração GL, o consumo foi de 11,7 km/l com etanol na cidade e 15,8 km/l com gasolina, e de 10,5 km/l e 13,5 km/l na estrada, respectivamente. Na configuração GS, as médias foram de 11,8 km/l na cidade com etanol e 15,5 km/l com gasolina, e de 10,7 km/l e 13,9 km/l na estrada.

Por que o SUV mais leve consome mais

Mesmo sendo cerca de 150 kg mais leve, o Atto 2 é menos econômico que o BYD Song Pro Flex, lançado duas semanas antes com preços entre R$ 176.990 e R$ 199.990. A diferença está nas características mecânicas do motor térmico usado como gerador em cada modelo, não apenas no peso do veículo, o que mostra que a eficiência de um híbrido plug-in depende de mais fatores do que o porte do carro.

O episódio expõe um padrão recente no mercado brasileiro: fabricantes chinesas têm lançado modelos elétricos e híbridos antes da homologação completa pelo Inmetro, deixando consumidores sem dados oficiais de consumo no momento da decisão de compra.

Fontes

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