Soja fecha a R$ 150,30 por saca e atinge o maior patamar de 2026
Cotação em Paranaguá (PR) supera a máxima nominal renovada na primeira quinzena de agosto, mas preço ainda varia bastante entre regiões produtoras
Helena Krugdo CityTudo20 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

A soja fechou o pregão de terça-feira (18) cotada a R$ 150,30 por saca no porto de Paranaguá (PR), segundo o indicador Cepea/Esalq, o maior patamar registrado em 2026. O resultado veio poucos dias depois de a oleaginosa já ter renovado a máxima nominal do ano, cotada a R$ 149,00 por saca na primeira quinzena de agosto.
Uma recuperação que vem se consolidando
O movimento de alta acompanha uma recuperação gradual dos preços da soja ao longo do ano, impulsionada pela combinação de demanda externa aquecida e ritmo mais lento de comercialização por parte dos produtores, que vêm segurando parte do estoque à espera de cotações melhores. Esse comportamento tende a se intensificar nas próximas semanas, à medida que a atenção do mercado se volta para o plantio da nova safra.
Preço varia bastante entre regiões
Apesar da máxima nacional, o valor pago ao produtor está longe de ser uniforme pelo país. Na região do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a saca da soja estava cotada a R$ 138,17, enquanto no Nordeste de Mato Grosso, um dos principais polos produtores do Brasil, o valor ficava em R$ 117,60 por saca, evidenciando o peso do custo logístico até os portos de exportação sobre o preço final recebido pelo produtor do interior.
O que explica a força do mercado agora
O bom momento da soja se soma a um cenário mais amplo de exportações aquecidas do agronegócio brasileiro em 2026, com o complexo da soja respondendo por parcela relevante da receita do setor nos últimos meses. Analistas do mercado de grãos avaliam que a entrada mais lenta da nova safra nos portos, somada à demanda internacional consistente, deve manter os preços em patamar elevado ao menos até o início do próximo ciclo de plantio.


