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Agronegócio brasileiro exporta US$ 16,34 bilhões em julho, puxado pela soja

Complexo da soja avançou 22,4% e respondeu por quase metade da receita do setor no mês, enquanto exportações de carnes também cresceram

Helena KrugHelena Krugdo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Plantação de soja em campo aberto

O agronegócio brasileiro fechou julho de 2026 com exportações de US$ 16,34 bilhões, crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. As importações do setor, por outro lado, recuaram 2,8%, para US$ 1,75 bilhão, o que ampliou o superávit da balança comercial do agro em 6,5%, chegando a US$ 14,59 bilhões no mês.

Soja lidera o resultado

O principal motor do resultado foi, mais uma vez, a soja. O complexo do grão somou US$ 7,15 bilhões em vendas, alta de 22,4% frente a julho do ano anterior, e passou a responder por cerca de 44% de toda a receita do agronegócio no período. Dentro desse total, a soja em grãos movimentou US$ 5,87 bilhões, enquanto a receita com óleo de soja disparou 163,1%, para US$ 382,8 milhões.

Carnes também puxam o resultado

As exportações de carnes também tiveram bom desempenho, somando US$ 2,9 bilhões no mês, alta de 5,2%. Dentro desse grupo, a carne de frango se destacou com avanço de 35,5%, chegando a US$ 971,9 milhões em receita, reflexo tanto da demanda externa aquecida quanto de preços mais favoráveis ao produtor brasileiro.

Milho também acelera em agosto

O ritmo forte não ficou restrito a julho. Já nos primeiros dias úteis de agosto, o Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho, embalado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos, o que deve manter o fluxo de embarques aquecido ao longo do mês.

O que o mercado projeta para o resto do ano

Para o setor de proteína animal, a expectativa segue positiva: a Associação Brasileira de Proteína Animal estima produção de até 16,15 milhões de toneladas de carne de frango em 2026, crescimento de até 5,6%, com exportações podendo alcançar 5,875 milhões de toneladas, avanço de até 10,3% na comparação com o ano anterior. Os números reforçam a tendência de um segundo semestre ainda forte para o agronegócio brasileiro, mesmo em um ano marcado por volatilidade cambial e disputas comerciais internacionais.

Fontes

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