Por que a pochete, gordura abdominal localizada, não some fácil
Paulo Muzy explica os motivos fisiológicos que tornam a gordura na região do abdômen uma das mais resistentes de eliminar
Redação CityTudodo CityTudo12 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

A famosa “pochete”, apelido popular para o acúmulo de gordura na região abdominal, é uma das maiores frustrações de quem busca um abdômen mais definido. Na série Muzy Explica, Paulo Muzy aborda os motivos fisiológicos que tornam essa gordura específica uma das mais resistentes de eliminar, mesmo entre quem já mantém rotina de treino e alimentação controlada.
Por que o corpo prioriza guardar gordura no abdômen
O acúmulo de gordura na região abdominal está relacionado a fatores genéticos e hormonais que determinam onde o corpo tende a armazenar reservas de energia primeiro e de onde tende a mobilizá-las por último durante um processo de emagrecimento. Esse padrão de distribuição de gordura varia de pessoa para pessoa, mas a região abdominal costuma ser, para grande parte da população, uma das últimas áreas a perder gordura visível, mesmo com déficit calórico consistente.
O mito da perda de gordura localizada
Um dos pontos mais importantes reforçados em conteúdos de educação física sobre esse tema é que não existe perda de gordura localizada através de exercícios específicos, ou seja, fazer inúmeras repetições de abdominais não elimina especificamente a gordura da região abdominal. O corpo perde gordura de forma sistêmica, seguindo um padrão determinado geneticamente, o que explica por que a pochete costuma ser uma das últimas áreas a “sumir” mesmo quando outras partes do corpo já mostram resultado visível de emagrecimento.
O papel do cortisol na gordura abdominal
Níveis elevados de cortisol, hormônio relacionado ao estresse crônico, são frequentemente associados ao acúmulo de gordura especificamente na região abdominal, o que significa que fatores como sono ruim, estresse constante e rotina desregulada podem dificultar ainda mais a redução dessa gordura, mesmo com dieta e treino adequados. Por isso, especialistas em saúde costumam apontar que controlar o estresse e melhorar a qualidade do sono são fatores tão importantes quanto a dieta para quem busca reduzir a pochete.
Consistência e tempo são fundamentais
Diferente de outras regiões do corpo que respondem de forma mais rápida a mudanças na dieta e no treino, a gordura abdominal costuma exigir mais tempo e consistência para apresentar redução visível, o que frustra muita gente que espera resultados rápidos. Manter o déficit calórico e a rotina de treino de forma constante ao longo de meses, sem desistir diante da demora aparente de resultados nessa região específica, é apontado como fator determinante para quem busca reduzir a pochete de forma definitiva.
O que realmente ajuda a reduzir a gordura abdominal
Combinar treino de força, atividade cardiovascular regular, alimentação equilibrada com déficit calórico sustentável, boa qualidade de sono e controle do estresse é a estratégia mais indicada por profissionais de educação física e nutrição para reduzir a gordura abdominal ao longo do tempo. Não existe atalho isolado para essa região específica, e buscar orientação profissional ajuda a montar uma estratégia realista e sustentável em vez de recorrer a promessas de resultado rápido e localizado.
Vídeo original de Paulo Muzy. Assista na íntegra no canal original.


