Quais os erros mais comuns ao fazer flexões de braço
Daniel Gimenes ensina a corrigir a execução da flexão de braço; entenda os erros que reduzem a eficácia e aumentam o risco de lesão nesse exercício clássico
Redação CityTudodo CityTudo20 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

A flexão de braço é um dos exercícios mais praticados no mundo todo, exatamente por não exigir nenhum equipamento, mas também é um dos mais frequentemente executados de forma incorreta. Em vídeo, o criador de conteúdo fitness Daniel Gimenes aponta erros comuns nesse movimento clássico e ensina como corrigi-los para tornar o exercício mais seguro e eficiente.
O erro do quadril caído ou elevado demais
Um dos erros mais recorrentes na flexão é permitir que o quadril “caia” em direção ao chão durante o movimento, ou, no extremo oposto, elevá-lo demais, formando uma espécie de “pico” no meio do corpo. Ambos os desvios tiram o corpo do alinhamento reto que caracteriza a execução correta do exercício, reduzindo o trabalho da musculatura do core e podendo gerar sobrecarga desnecessária na região lombar.
Posicionamento incorreto das mãos e dos cotovelos
Outro erro comum envolve o posicionamento das mãos muito distantes do corpo ou os cotovelos abrindo excessivamente para os lados durante a descida, formando quase um ângulo reto com o tronco. Esse padrão de movimento aumenta a sobrecarga sobre a articulação do ombro, especialmente no manguito rotador, e pode contribuir para desconforto ou lesões ao longo do tempo, principalmente quando o exercício é repetido em alto volume.
Amplitude incompleta reduz a eficácia do exercício
Muitas pessoas executam a flexão com amplitude parcial, descendo apenas uma pequena distância antes de retornar à posição inicial, o que reduz significativamente o estímulo gerado sobre o peitoral, os tríceps e os ombros. A recomendação geral é buscar uma amplitude completa, com o peito se aproximando bastante do chão, desde que a técnica e a força permitam essa execução com controle, sem comprometer o alinhamento do corpo.
Como adaptar a flexão para diferentes níveis de força
Para quem ainda não tem força suficiente para executar a flexão completa com boa técnica, existem variações mais acessíveis, como apoiar os joelhos no chão ou realizar o movimento com as mãos apoiadas em uma superfície elevada, como um banco ou uma parede. Essas adaptações preservam o padrão de movimento correto enquanto reduzem a exigência de força, permitindo uma progressão gradual até a versão completa do exercício no chão.
Por que a técnica correta importa mais do que o número de repetições
Fazer muitas repetições de flexão com técnica incorreta tende a ser menos benéfico, e potencialmente mais arriscado, do que fazer poucas repetições com execução perfeita. Profissionais de educação física costumam recomendar priorizar a qualidade do movimento antes de buscar aumentar o volume de repetições, já que a técnica correta é o que garante tanto a eficácia do exercício para o desenvolvimento muscular quanto a segurança das articulações envolvidas ao longo do tempo.
Filmando a própria execução para identificar erros
Uma estratégia prática para quem treina sozinho em casa é gravar a própria execução da flexão em vídeo e comparar com exemplos de execução correta, como os mostrados por Daniel Gimenes. Essa autoavaliação visual ajuda a identificar desvios que são difíceis de perceber apenas pela sensação durante o movimento, funcionando como um substituto parcial para o feedback em tempo real que um profissional de educação física ofereceria presencialmente.
Vídeo original de Daniel Gimenes. Assista na íntegra no canal original.


