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Estudo mostra que burnout no Brasil cresce e atinge muito mais mulheres que homens

Levantamento que reuniu dados de 2014 a 2024 aponta 71,4% dos casos entre mulheres e reforça a ligação da síndrome com depressão, ansiedade e distúrbios do sono

Duda NogueiraDuda Nogueirado CityTudo

20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Pessoa em momento de tranquilidade e descanso perto da janela, com luz natural

O esgotamento profissional deixou de ser assunto de nicho e virou tema de saúde pública. Uma revisão que reuniu dados sobre a Síndrome de Burnout no Brasil entre 2014 e 2024 confirmou o problema como grave questão de saúde pública, com crescimento expressivo e forte disparidade de gênero: 71,4% dos casos foram registrados entre mulheres, contra 28,6% entre homens.

O que é o burnout

O burnout é um estado de exaustão física e mental ligado ao trabalho, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um fenômeno ocupacional. Ele costuma aparecer de forma silenciosa, com cansaço que não passa com o descanso, sensação de distanciamento das tarefas e queda no rendimento. Não é preguiça nem frescura, e sim um sinal de que o corpo e a mente chegaram ao limite.

A conexão com outros transtornos

Os estudos revisados apontam uma associação clara entre o esgotamento e outros quadros de sofrimento psíquico. A síndrome aparece com frequência acompanhada de sintomas depressivos, ansiedade, distúrbios do sono e alterações na capacidade de concentração e memória, o que torna o diagnóstico mais difícil e o tratamento mais delicado.

Por que atinge mais as mulheres

A diferença tão grande entre homens e mulheres tem raízes que vão além do ambiente de trabalho. A chamada dupla jornada, que soma o emprego às tarefas de casa e ao cuidado com filhos e familiares, ajuda a explicar por que tantas mulheres chegam ao ponto de exaustão. Categorias muito feminizadas, como enfermagem e educação, também aparecem entre as mais afetadas nas pesquisas.

Quando procurar ajuda

Sinais como irritabilidade constante, insônia, dores frequentes sem causa aparente e vontade de se isolar merecem atenção. Conversar com um profissional de saúde, rever a rotina e estabelecer limites entre trabalho e descanso são passos importantes. Reconhecer o cansaço como um alerta, e não como fraqueza, já é parte do cuidado.

Fontes

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