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Como executar o chaturanga com segurança, uma das posturas mais exigentes do yoga

Fernanda Yoga ensina ajustes técnicos para o chaturanga; entenda por que essa postura é considerada desafiadora e como evitar lesões nos ombros

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

8 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Miniatura do vídeo de Fernanda Yoga com dicas para executar o chaturanga corretamente

O chaturanga dandasana, frequentemente citado apenas como chaturanga, é uma das posturas de transição mais comuns em sequências de yoga vinyasa, mas também uma das mais associadas a lesões quando executada com técnica inadequada. Em vídeo, a instrutora Fernanda Yoga compartilha ajustes técnicos para tornar essa postura mais segura, especialmente para praticantes que ainda estão desenvolvendo a força necessária para sustentá-la corretamente.

O que caracteriza o chaturanga

O chaturanga é uma espécie de flexão de braço em amplitude parcial, na qual o corpo é mantido em linha reta enquanto os cotovelos flexionam próximos ao tronco, sustentando o peso corporal com os braços e o core. É uma postura de transição muito repetida ao longo de uma prática de vinyasa, o que significa que pequenos erros de execução, quando repetidos dezenas de vezes em uma mesma sessão, podem acumular estresse significativo sobre articulações como ombro e punho.

Por que a postura costuma ser executada incorretamente

Um erro comum é deixar os cotovelos se abrirem para os lados durante o movimento, em vez de mantê-los próximos ao corpo, o que aumenta a sobrecarga sobre a articulação do ombro e pode contribuir para dores ou lesões ao longo do tempo. Outro erro frequente é não ter força suficiente para sustentar a posição intermediária controlada, resultando em uma queda brusca do corpo em direção ao chão, que também eleva o risco de lesão, especialmente no manguito rotador.

A importância da força de core e braços

Sustentar o chaturanga corretamente exige uma base de força tanto nos braços quanto no core, capaz de manter o corpo alinhado durante toda a transição. Para praticantes que ainda não desenvolveram essa força, é comum recorrer a variações mais acessíveis, como apoiar os joelhos no chão durante o movimento, reduzindo a exigência de força sem abrir mão do padrão de movimento que está sendo desenvolvido progressivamente.

O papel da progressão gradual

Assim como qualquer postura exigente de yoga, o chaturanga deve ser trabalhado de forma progressiva, começando com variações mais simples e avançando para a versão completa conforme a força e o controle motor se desenvolvem. Tentar executar a versão completa antes de ter a base de força necessária é um dos principais fatores associados a lesões relacionadas a essa postura, especialmente em praticantes iniciantes que participam de aulas com ritmo acelerado.

Buscando orientação para praticar com segurança

Como em qualquer postura tecnicamente exigente, contar com a correção de um instrutor qualificado durante a prática presencial ajuda a identificar erros de alinhamento que são difíceis de perceber sozinho. Para quem sente dor no ombro ou no punho durante ou após a prática de chaturanga, é recomendável reduzir a intensidade, adotar variações mais simples e, se a dor persistir, buscar avaliação de um profissional de saúde antes de continuar praticando a postura completa.

Fortalecendo a base antes de buscar a postura completa

Exercícios complementares fora do tapete de yoga, como flexões de braço e pranchas isométricas, podem ajudar a desenvolver a força de core e de braços necessária para sustentar o chaturanga com mais controle. Incluir esse tipo de fortalecimento complementar na rotina semanal tende a acelerar o processo de conquistar a postura completa com segurança, reduzindo a dependência de compensações que aumentam o risco de lesão durante a prática de vinyasa.

Vídeo original de Fernanda Yoga. Assista na íntegra no canal original.

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