Justiça dos EUA nega recurso de Ghislaine Maxwell para anular condenação no caso Epstein
Juiz distrital Paul Engelmayer classificou os argumentos de Maxwell como "frívolos" e manteve a pena de 20 anos de prisão por cumplicidade nos abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein
Marina Kesslerdo CityTudo25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

A Justiça dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira (25) o pedido de Ghislaine Maxwell para anular sua condenação por cumplicidade nos crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein contra adolescentes. Em decisão tornada pública, o juiz distrital Paul Engelmayer, do tribunal de Manhattan, afirmou que as alegações apresentadas por Maxwell eram infundadas e que todas, ou quase todas, eram “frívolas”.
O que Maxwell pedia
Maxwell, de 64 anos, representou a si mesma no tribunal e contestou a condenação e a sentença de dezembro de 2021, solicitando um habeas corpus que declarasse sua punição ilegal. Ela alegou que documentos divulgados neste ano por meio da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein mostram que seus direitos ao devido processo legal foram violados, já que advogados que representavam as acusadoras de Epstein teriam atuado como “promotores de fato e agentes do governo”.
A colaboração com autoridades americanas
Em abril, Maxwell foi convidada a depor a um comitê da Câmara dos EUA, mas se recusou a responder às perguntas dos deputados; o advogado dela disse na época que ela só falaria se recebesse clemência presidencial. O presidente do comitê, James Comer, disse ao site Politico que a medida chegou a ser considerada em troca da cooperação de Maxwell na investigação sobre Epstein, mas que seu comitê está “dividido” sobre a adequação do acordo.
Relembre o caso
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Maxwell ajudava Epstein a recrutar adolescentes, muitas vezes sob o pretexto de oferecer oportunidades de trabalho ou bolsas de estudo. Em 2021, ela foi condenada a 20 anos de prisão por crimes relacionados ao tráfico sexual de menores, incluindo conspiração para aliciar meninas para abuso sexual. Com a decisão desta terça, a condenação segue mantida e não há, até o momento, informação sobre um novo recurso a uma instância superior.


