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Trump pediu pessoalmente a Xi Jinping ajuda para destravar guerra na Ucrânia, diz jornal

Segundo o South China Morning Post, presidente americano disse a Xi que as negociações entre Rússia e Ucrânia estavam travadas e pediu que a China pressionasse Putin a voltar à mesa

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

20 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

O presidente chinês Xi Jinping no Grande Salão do Povo, em Pequim (foto de arquivo, Wikimedia Commons, domínio público)

O presidente americano Donald Trump pediu pessoalmente ao presidente chinês Xi Jinping que a China ajudasse a destravar as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, segundo reportagem exclusiva do South China Morning Post. De acordo com pessoas familiarizadas com as conversas na cúpula de Pequim do mês passado, Trump disse a Xi que as negociações entre Rússia e Ucrânia estavam estagnadas e pressionou o líder chinês a trazer o presidente russo Vladimir Putin de volta à mesa.

A influência da China sobre a Rússia

O pedido de Trump reconhece publicamente o peso que Pequim tem sobre Moscou em plena guerra. Segundo dados citados pelos Estados Unidos, a China responde por cerca de 90% das importações russas de microeletrônicos usados na fabricação de armas para o conflito na Ucrânia, além de 70% das importações russas de máquinas-ferramentas destinadas à produção bélica.

O encontro entre Xi e Putin

Pouco depois da visita de Estado de Trump à China, o próprio Putin esteve em Pequim para se reunir com Xi Jinping. Segundo a Al Jazeera, os dois líderes concentraram o encontro em temas econômicos e criticaram a política externa da Casa Branca, num sinal de que Moscou e Pequim seguem alinhadas apesar da pressão americana.

Por que isso importa agora

O episódio expõe o limite da capacidade americana de pressionar diretamente a Rússia a negociar o fim da guerra, e reforça o papel da China como intermediária incontornável em qualquer cessar-fogo. Enquanto Pequim mantém relação econômica estreita com Moscou e ao mesmo tempo negocia com Washington outros temas comerciais, a guerra na Ucrânia segue como um dos principais pontos de atrito na relação entre as três potências.

Fontes

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