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China pede que EUA revoguem "imediatamente" tarifa de até 100% sobre drones

Ministério do Comércio chinês diz que medida da Seção 232 anunciada por Trump prejudica empresas do setor e atrapalha cadeia global de produção de drones civis

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Drone civil voando sobre o mar (Foto: Wikimedia Commons)

O Ministério do Comércio da China pediu nesta quinta-feira, 20 de agosto, que os Estados Unidos revoguem “imediatamente” as tarifas da Seção 232 impostas sobre drones e peças de drones. Segundo a agência estatal Xinhua, o porta-voz do ministério, He Yadong, disse em coletiva que a medida americana constitui “unilateralismo e protecionismo” disfarçados de proteção à segurança nacional.

O que prevê a tarifa americana

A escalada tarifária foi anunciada pelos Estados Unidos em 13 de agosto. A Casa Branca justificou a medida citando preocupações de segurança nacional relacionadas à tecnologia chinesa de drones, com tarifa de até 100% sobre drones de alto risco e estações de pouso, e 25% sobre drones comerciais e de consumo com até 25 kg. As novas tarifas entram em vigor em 3 de setembro.

China diz que uso é majoritariamente civil

Pequim tenta desvincular seus drones exportados de qualquer ameaça militar. Segundo He Yadong, os drones chineses exportados aos Estados Unidos são usados majoritariamente em aplicações civis, como agricultura, inspeção de equipamentos e produção de cinema e TV, e não representam o risco de segurança alegado por Washington.

Alerta sobre a cadeia de suprimentos global

O governo chinês foi além do pedido de revogação e alertou para efeitos em cascata. Segundo o South China Morning Post, a China avisou que a tarifa pode prejudicar toda a cadeia global de suprimentos do setor de drones, que depende fortemente de componentes fabricados no território chinês.

Mais um capítulo da disputa comercial

O episódio se soma a uma sequência de atritos comerciais entre as duas maiores economias do mundo ao longo de 2026, num momento em que Washington e Pequim ainda negociam outros pontos de tensão, da tecnologia de semicondutores a tarifas sobre outros setores industriais. Enquanto a data de vigência das tarifas se aproxima, o mercado de drones acompanha se haverá algum tipo de negociação antes de 3 de setembro.

Fontes

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