Franclim Carvalho é o 15º técnico demitido no Brasileirão 2026; veja a lista completa
Botafogo demite o treinador com 56,1% de aproveitamento e chega à marca de 15 trocas de comando na Série A nesta temporada
Bruno Andradedo CityTudo19 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

O técnico Franclim Carvalho deixou o Botafogo e se tornou o 15º treinador demitido na Série A do Campeonato Brasileiro 2026, segundo reportagem do ge publicada em 18 de agosto. O treinador deixa o clube carioca com 56,1% de aproveitamento, um número relativamente positivo diante da rotatividade que já marcou a temporada.
Uma temporada de trocas constantes
A lista de demissões reúne nomes de peso do futebol brasileiro e sul-americano. Antes de Franclim Carvalho, o Corinthians demitiu Dorival Júnior em 5 de abril, depois da derrota em casa por 1 a 0 para o Internacional, com o Timão na 16ª colocação após 10 rodadas. Dorival havia sido campeão da Copa do Brasil 2025 e da Supercopa do Brasil 2026 pelo clube, mas isso não foi suficiente para blindar seu cargo diante do início ruim na competição de pontos corridos.
Botafogo trocou de técnico mesmo após vitória
O caso do Botafogo antes de Franclim Carvalho chamou atenção pelo contexto da saída. O técnico argentino Martín Anselmi, contratado em dezembro de 2025, foi demitido em 22 de março, com 18 jogos disputados, sete vitórias, dois empates e nove derrotas, um aproveitamento de 43%. Curiosamente, o clube anunciou a saída de Anselmi logo após uma vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, fora de casa, pela oitava rodada.
Cruzeiro perdeu até um ex-técnico da seleção
Nem currículos badalados garantiram estabilidade no comando técnico neste Brasileirão. Tite foi demitido do Cruzeiro em 15 de março, após um empate em 3 a 3 com o Vasco, no Mineirão, pela sexta rodada, encerrando uma passagem de 17 jogos com oito vitórias, três empates e seis derrotas e um título estadual conquistado. O ex-treinador da seleção brasileira ficou apenas três meses no cargo.
São Paulo trocou de comando duas vezes
O São Paulo é um dos clubes que mais mexeram no banco de reservas nesta temporada. Hernán Crespo, que havia retornado ao clube em junho do ano passado, foi demitido em 9 de março após 46 jogos, com 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas, e chegou a liderar o Brasileirão no início da atual edição. Antes dele, Roger Machado havia sido demitido em maio após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil, mesmo deixando o Tricolor no G-4 do Brasileirão e líder do grupo na Sul-Americana, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas em 17 jogos.
Chapecoense também trocou de comando
O time catarinense, que briga contra o rebaixamento, também não escapou da instabilidade. Gilmar Dal Pozzo foi demitido da Chapecoense após a goleada sofrida por 4 a 0 para o Atlético-MG, em 3 de abril, pela nona rodada, encerrando uma passagem de 20 meses no cargo, com 89 jogos, 36 vitórias, 28 empates e 25 derrotas. Meses depois, Fábio Matias também foi demitido da Chapecoense após a derrota para o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, pela 17ª rodada, ficando menos de dois meses no comando, com apenas duas vitórias em dez jogos.
O que o número de trocas revela sobre a temporada
Com 15 técnicos demitidos até a 23ª rodada, o Brasileirão 2026 confirma um padrão recorrente no futebol brasileiro: a pressão por resultados imediatos raramente dá tempo para um projeto se consolidar, mesmo quando o time apresenta desempenho competitivo ou já colecionou títulos recentes sob o mesmo comando. A tendência é que a lista continue crescendo até o fim da temporada, à medida que a briga por vagas na Libertadores e a fuga do rebaixamento se acirrarem na reta final da competição.


