Exportações de carne bovina e café somam mais de US$ 1 bilhão em agosto
Levantamento da Secex mostra receita de US$ 579,6 milhões com carne bovina e US$ 513,2 milhões com café em grão nos dez primeiros dias úteis do mês
Helena Krugdo CityTudo20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O agronegócio brasileiro segue com ritmo forte de exportações em agosto. Segundo dados compilados pelo Portal CNA Brasil a partir de números da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 579,688 milhões nos dez primeiros dias úteis do mês, com média diária de US$ 57,968 milhões.
O desempenho da carne bovina
No mesmo período, o Brasil exportou 94,419 mil toneladas de carne bovina, com preço médio da tonelada em US$ 6.139,50. O volume reforça a posição do país como um dos maiores exportadores mundiais do produto, em um momento de demanda aquecida por parte de importadores asiáticos e do Oriente Médio.
O café também acelera
As exportações de café em grão somaram 1.683.702 sacas de 60 quilos nos dez primeiros dias úteis de agosto, gerando receita de US$ 513,224 milhões para o setor. Somadas, as duas commodities já ultrapassam a marca de US$ 1 bilhão em receita só nesse recorte parcial do mês.
O papel do Plano Safra
Os números de agosto acontecem no contexto do Plano Safra 2025/2026, lançado em julho como o maior programa de apoio ao crédito rural já lançado no país. O plano ofertou R$ 516 bilhões em crédito rural, um crescimento de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior, o que ajuda a sustentar a capacidade produtiva do setor ao longo do ano.
O que explica o ritmo das exportações
O bom desempenho de agosto segue uma tendência observada ao longo do ano, com o agronegócio brasileiro respondendo por parcela relevante da balança comercial do país. Preços internacionais firmes para carne bovina e café, somados à logística de escoamento via portos como os do arco Norte e do Sudeste, ajudam a explicar a manutenção do fluxo de embarques mesmo em meses historicamente mais concentrados em outras culturas, como soja e milho.
O que vem pela frente
Com o fechamento do mês ainda em curso, o setor aguarda a consolidação dos números de agosto para confirmar se o ritmo observado nos primeiros dez dias úteis se mantém até o fim do período, o que tende a colocar 2026 entre os anos de exportação mais robusta para as duas commodities.


