Arroba do boi gordo segue firme em agosto e café tem safra recorde à vista
Preço do boi acumula alta no mês e passa de R$ 347 a arroba em São Paulo, enquanto a Conab projeta a maior colheita de café da história do país para 2026/27
Helena Krugdo CityTudo20 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O mercado da pecuária mantém o tom positivo em agosto. A arroba do boi gordo alcançou R$ 347,50 no início do mês, sustentada pela oferta enxuta de animais prontos para o abate e pelo apoio do mercado externo. O ritmo de entrada de gado nas plantas frigoríficas e o comportamento do consumo interno seguem como os principais fatores para definir o espaço de novas altas ou eventuais correções.
Boi acumula ganho no mês
Nas primeiras semanas de agosto, a média móvel de cinco dias da arroba do boi gordo chegou a R$ 348,49, o que representou um ganho acumulado de 0,56% no mês. A oferta reduzida de animais e a firmeza das exportações de carne bovina ajudam a segurar os preços em patamar elevado, num cenário em que o pecuarista tem mais poder de negociação diante da indústria.
Café aponta para colheita histórica
Do lado das lavouras, o café vive um momento de expectativa. A Conab estima a produção brasileira de café em 66,7 milhões de sacas na safra 2026, alta de 18% em relação ao ano anterior e a maior da série histórica. Do total, 45,8 milhões de sacas são de café arábica e 20,9 milhões de conilon. Uma safra abundante tende a pressionar os preços internos, ainda que a demanda externa e as oscilações do mercado global continuem influenciando as cotações da saca.
O que observar nas próximas semanas
Para o produtor, a combinação de boi valorizado e café em volume recorde desenha um segundo semestre de atenção redobrada ao calendário de vendas. No caso da pecuária, a leitura do mercado indica que a menor oferta de animais deve seguir dando sustentação aos preços a partir de setembro. Já no café, o desafio será equilibrar a colheita cheia com estratégias de comercialização que evitem vender tudo no pior momento de preço.


