Eclipse lunar parcial começa nesta noite e poderá ser visto em todo o Brasil
Fenômeno tem início às 22h24 desta quinta-feira (27) e ponto máximo à 1h13 da madrugada de sexta (28), quando 96,2% do disco lunar ficará coberto pela sombra da Terra; entenda os horários e como observar
Felipe Tanakado CityTudo27 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Um eclipse lunar parcial começa nesta quinta-feira (27) e poderá ser observado a olho nu em todo o território brasileiro, segundo informou o G1. O fenômeno tem início às 22h24 e se estende pela madrugada, com o ponto máximo de escurecimento previsto para a 1h13 de sexta-feira (28), horário de Brasília.
Os horários de cada fase
O eclipse passa por cinco marcos ao longo da noite: às 22h24 de quinta começa a fase penumbral, às 23h34 tem início a fase parcial, à 1h13 de sexta ocorre o ponto máximo do fenômeno, às 2h52 termina a fase parcial e às 4h02 se encerra a fase penumbral. No ponto máximo, 96,2% do disco lunar estará escurecido pela sombra da Terra. A fase parcial, mais fácil de perceber a olho nu, dura cerca de 3 horas e 18 minutos, enquanto o eclipse completo, contando as etapas penumbrais, se estende por aproximadamente 5 horas e 38 minutos. Em estados com fuso horário diferente do de Brasília, o horário do ponto máximo precisa ser ajustado; uma hora a menos, por exemplo, adianta o pico para 0h13.
Por que a Lua não fica totalmente vermelha
Diferentemente da chamada “Lua de Sangue”, este eclipse é parcial, e não total, então a Lua não ficará completamente avermelhada. “Quando temos um eclipse total, quanto mais alinhados eles estão, mais tempo ela fica na umbra. Já neste caso, ela não mergulha totalmente nessa região, então vai começar a ficar avermelhada e, logo depois, vai deixar de ficar avermelhada”, explica a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional (ON). Como apenas uma pequena faixa do disco lunar permanece fora da umbra, a região mais escura da sombra terrestre, a Lua entra profundamente nessa área sem cobri-la por completo.
O motivo dos tons alaranjados
A parte do disco lunar dentro da umbra pode ganhar tons mais escuros, alaranjados ou avermelhados porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à Lua. A luz azul se espalha com mais facilidade no ar, enquanto os comprimentos de onda mais longos, como o vermelho e o laranja, conseguem atravessar a atmosfera e alcançar a superfície lunar, o mesmo processo que colore o nascer e o pôr do sol. “É o mesmo fenômeno que torna o pôr do Sol vermelho. É como se a luz do Sol fosse filtrada pela nossa atmosfera e sobrasse esse vermelho que espalha a luz do Sol que incide sobre a Lua”, diz Alessandra Abe Pacini, cientista do grupo de Física Espacial da Universidade do Colorado. A Nasa compara o efeito a todos os amanheceres e entardeceres da Terra sendo projetados sobre a superfície da Lua.
Como observar o fenômeno
Nenhum equipamento especial é necessário para acompanhar o eclipse, que pode ser visto a olho nu e, ao contrário de um eclipse solar, não oferece risco à visão. “Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser”, afirma Josina. Binóculos ou telescópios podem ajudar a melhorar a visualização dos detalhes da superfície lunar e da região coberta pela sombra, mas o principal obstáculo para a observação deve ser mesmo a presença de nuvens.
Onde mais o eclipse será visto
Além do Brasil, o fenômeno também poderá ser observado em outras partes da América, além de regiões da Europa e da África. No território brasileiro, será possível acompanhar todas as fases, da entrada da Lua na penumbra até o fim do eclipse, já perto das 4h da madrugada de sexta-feira.
Fontes
Leia também

AGU processa Discord e pede indenização de R$ 500 milhões após fracasso de negociação sobre proteção a menores
ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por uso indevido de dados de menores no Brasil
