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Operação Rastro: polícia mira fraude eletrônica de R$ 50 milhões contra o Banco do Brasil

Polícia Civil de SP cumpre 37 mandados em quatro estados e investiga dois funcionários do banco suspeitos de uso indevido de credenciais de acesso

Felipe TanakaFelipe Tanakado CityTudo

20 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

Ilustração de cadeado digital aberto sobre notebook, representando falha de segurança

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira, 20 de agosto, a Operação Rastro para desmontar um esquema de fraude eletrônica que causou um prejuízo estimado em R$ 50 milhões ao Banco do Brasil. As equipes cumprem 37 mandados de busca e apreensão contra 14 investigados em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Santa Catarina.

Como o golpe funcionava

O esquema mirava contas de pessoas jurídicas. O inquérito apura fraudes cometidas contra três empresas clientes do Banco do Brasil, com os valores desviados sendo pulverizados propositalmente entre diversas contas para dificultar o rastreamento. Foi justamente reconstituindo esse fluxo de dinheiro que a Polícia Civil chegou aos suspeitos.

Funcionários do banco sob suspeita

Parte da investigação recai sobre o próprio quadro de funcionários da instituição. Dois funcionários do Banco do Brasil são investigados por suposto envolvimento no esquema, com indícios de uso indevido de credenciais de acesso pertencentes aos dois bancários para viabilizar as movimentações fraudulentas.

Forças-tarefa em quatro estados

A operação mobiliza efetivo de diferentes regiões para dar conta da abrangência do esquema. Participam agentes das delegacias do interior paulista (Deinter 3 e 4) e polícias estaduais parceiras nos outros estados alvo dos mandados, reforçando o caráter interestadual da quadrilha investigada.

Um alerta para a segurança de credenciais bancárias

O caso reacende a discussão sobre a fragilidade de sistemas internos de bancos quando o acesso de funcionários é comprometido, seja por venda de credenciais, seja por invasão direta. Fraudes que dependem de acesso privilegiado a sistemas bancários costumam ser mais difíceis de detectar do que golpes aplicados diretamente contra o cliente final, já que passam por rotinas que, em tese, deveriam ter camadas adicionais de verificação.

O Banco do Brasil não se manifestou publicamente sobre a operação até a publicação desta matéria.

Fontes

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