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Libertadores Feminina: Corinthians e Cruzeiro jogam a semifinal

Brabas pegam o Santa Fe, algoz do Palmeiras, e Cabulosas enfrentam o Olimpia na quarta-feira (28), em Quito, de olho numa final brasileira no sábado

Redação Futebolassinatura da editoria

26 de outubro de 2026 · 6 min de leitura

Atacante do Santa Fe, de camisa vermelha, domina a bola no alto diante de uma zagueira do Corinthians na final da Libertadores Feminina de 2021, em Montevidéu (Foto: Artigas Pessio/Intendencia de Montevideo, CC BY-SA 4.0)

O Brasil chega à semifinal da Libertadores Feminina com dois clubes e uma chance real de final caseira. Na quarta-feira (28), em Quito, o Corinthians enfrenta o Santa Fe, da Colômbia, às 17h, e o Cruzeiro encara o Olimpia, do Paraguai, às 21h, ambos no Estádio Rodrigo Paz Delgado, a Casa Blanca da LDU. São jogos únicos: empate no tempo normal leva a decisão direto para os pênaltis. A final e a disputa do terceiro lugar estão marcadas para sábado, 31 de outubro.

O terceiro brasileiro ficou pelo caminho. O Palmeiras, que chegou a Quito falando em “ganhar ou ganhar”, abriu 2 a 0 sobre o Santa Fe nas quartas, levou o empate no fim e caiu nos pênaltis. É justamente o time colombiano que agora cruza com as Brabas.

Palmeiras deixa escapar uma vaga que parecia garantida

O jogo foi no sábado (24), às 17h, no Estádio Banco Guayaquil. Segundo a Gazeta Esportiva, Brena abriu o placar aos 7 minutos do primeiro tempo, depois de receber de Fernanda Palermo no meio, passar pela marcadora e colocar no ângulo. Raíssa Bahia, uma das três jogadoras que o clube trouxe de voo fretado do Recife depois da data Fifa, ampliou aos 16 do segundo tempo com um chute de direita após cortar da esquerda para o meio.

Com 2 a 0 e meia hora pela frente, o Palmeiras recuou e pagou caro. Zamorano diminuiu aos 26, aproveitando uma bola cabeceada por María Torres na área, e Juana Ortegón empatou aos 42, de cabeça e sozinha, em cruzamento da própria Zamorano.

Nos pênaltis, a goleira Jimena Ospina virou o jogo para as colombianas. Bia Zaneratto e Duda Santos converteram as duas primeiras cobranças palmeirenses, mas Ospina defendeu as de Brena e Pati Maldaner, e Fernanda Palermo mandou por cima do travessão. Natascha ainda pegou a batida de Wendis Cabrera, e María Torres chutou para fora, mas Cristina Motta, Zamorano e Kelly Ibargüen garantiram o 3 a 2 do Santa Fe.

A eliminação fecha um ano duro para o clube. O Palmeiras já tinha caído nas quartas do Brasileirão Feminino, nos pênaltis, diante do Bahia, e na terceira fase da Copa do Brasil. O título inédito da Supercopa, conquistado sobre o próprio Corinthians, segue como a grande taça da temporada.

Corinthians atropela no segundo tempo

O Corinthians resolveu sua vaga no mesmo sábado, horas depois, e sem sustos. As Brabas venceram o Independiente Dragonas, do Equador, por 5 a 0, com todos os gols na etapa final. Duda Sampaio abriu o placar, Vic Albuquerque e Gabi Zanotti marcaram duas vezes cada. O primeiro tempo terminou sem gols e deu a impressão de que o jogo seria travado, até que o time comandado por Emily Lima encontrou espaço e passou a finalizar em sequência.

O Corinthians é o maior campeão da competição, com seis títulos, e busca o quarto seguido. Ganhar em Quito daria ao clube o heptacampeonato continental e manteria uma hegemonia que vem desde 2023, quando bateu o Palmeiras na final.

O Santa Fe é um adversário conhecido. As duas equipes estiveram no mesmo grupo nesta edição, e o Corinthians venceu aquele confronto por 5 a 1. O histórico pesa ainda mais: as colombianas foram as vices de 2021, quando perderam a final para o Corinthians por 2 a 0 em Montevidéu, na primeira decisão do torneio com uso do VAR. A foto que ilustra esta matéria é daquela noite, no Gran Parque Central.

Cruzeiro faz história na estreia continental

O Cruzeiro fechou o quadro de semifinalistas no domingo (25). As Cabulosas bateram o Libertad, do Paraguai, por 3 a 0, também no Banco Guayaquil, depois de um primeiro tempo equilibrado e sem gols. Vanessinha abriu o placar no início da etapa final com um chute de longe, Letícia Alves ampliou poucos minutos depois, após passe da própria Vanessinha, e Byanca Brasil fechou a conta nos acréscimos, cobrando um pênalti que ela mesma sofreu.

Para O Tempo, é a primeira vez que o clube mineiro chega a uma semifinal do torneio. O time de Jonas Urias disputa a Libertadores pela primeira vez e chega com números de favorito: marcou 11 gols e sofreu apenas um em toda a campanha.

Byanca Brasil é o nome do Cruzeiro em Quito. Com o gol contra o Libertad, ela chegou a cinco na competição e virou artilheira isolada. Segundo o Diário Celeste, foram um gol na LDU, um hat-trick no Bolívar e o pênalti no Libertad. A atacante soma 69 gols em 108 jogos pelo clube, é a maior artilheira da história do Cruzeiro no futebol feminino e está a um gol da marca de 70. Depois da classificação, dedicou a vitória às companheiras que não viajaram ao Equador e falou do clube: “Eu amo ser Cruzeiro, eu amo esse clube e sempre vou dar a vida para representar muito bem essa camisa.”

O Olimpia também é um rival que o Cruzeiro já conhece. As duas equipes dividiram o Grupo C, e as mineiras venceram por 3 a 0. As paraguaias chegaram à semifinal ao bater o Deportivo Cali por 1 a 0 nas quartas.

Onde assistir e quanto vale o título

A transmissão das semifinais está espalhada entre sportv, NSports, CazéTV, Xsports, UOL, Canal GOAT e Pluto TV, além do Meu Timão nos jogos do Corinthians. A grade varia conforme a partida e a plataforma, então convém conferir o canal de cada jogo perto do horário.

Os jogos de quarta resumem a semana:

  • 17h: Corinthians x Santa Fe (COL)
  • 21h: Cruzeiro x Olimpia (PAR)

A premiação explica por que os dirigentes tratam o torneio como prioridade. O campeão leva US$ 2 milhões, cerca de R$ 10 milhões. O vice fica com US$ 600 mil, o terceiro colocado com US$ 250 mil e os demais participantes recebem US$ 50 mil cada. Antes da estreia, o diretor do Palmeiras Alberto Simão já tinha dito que nenhuma outra premiação do calendário chega perto desse valor.

O peso do Brasil no torneio

A Libertadores Feminina começou em 16 de outubro e, nesta edição, todos os jogos acontecem em Quito, divididos entre o Banco Guayaquil e a Casa Blanca. Clubes brasileiros ganharam 14 das 17 edições anteriores, e a fase de grupos deste ano reforçou a tendência: os três representantes do país terminaram em primeiro em suas chaves.

A queda do Palmeiras mostra que essa vantagem não vale nada em jogo único. O Santa Fe passou com 2 a 0 contra e a três minutos do fim, e agora vai encarar um Corinthians que já goleou as colombianas na fase de grupos. O Cruzeiro, por outro lado, carrega a pressão de quem tem a defesa mais sólida da competição e a artilheira em fase iluminada.

O que vem a seguir

Se Corinthians e Cruzeiro vencerem na quarta, a final de sábado será 100% brasileira, repetindo um confronto que as Brabas já venceram neste ano nas quartas do Brasileirão Feminino, campanha que terminou com o Corinthians disputando a final contra o São Paulo. Os perdedores das semifinais disputam o terceiro lugar no mesmo dia 31, que também vale prêmio em dinheiro, troféu e medalhas.

Fontes

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