Boletos vão ter QR Code do Pix obrigatório a partir de novembro
Banco Central confirma pacote de mudanças no Pix para 2026, incluindo pagamento por aproximação via NFC e novo sistema de garantia com recebíveis
Felipe Tanakado CityTudo17 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O Banco Central confirmou um novo pacote de mudanças no Pix ao longo de 2026. A mais imediata para o dia a dia de quem paga conta é a Cobrança Híbrida: a partir de novembro, todos os boletos bancários vão precisar incluir um QR Code do Pix, permitindo pagar o boleto tradicional direto pelo aplicativo do banco, sem precisar digitar código de barras.
O que muda para quem paga contas
Na prática, o consumidor vai poder escolher entre os dois métodos ao pagar uma conta: o código de barras tradicional, digitado manualmente ou escaneado, ou o novo QR Code do Pix, que costuma ser mais rápido por dispensar a digitação de números longos. Bancos e fintechs já vêm se preparando para adaptar seus aplicativos à nova exigência antes do prazo definido pelo Banco Central.
Pagar por aproximação, sem precisar abrir o app
Outra novidade em teste é o Pix por Aproximação, que usa tecnologia NFC (a mesma dos cartões de aproximação) para permitir pagamentos apenas encostando o celular na maquininha. O Banco Central também avalia viabilizar essa forma de pagamento mesmo sem conexão à internet no momento da transação, o que ampliaria o uso do Pix em regiões com conectividade mais instável.
Mudança passa a valer a partir de novembro
Mais segurança contra golpes
Desde fevereiro, está em vigor um pacote de regras que inclui bloqueio preventivo de valores suspeitos, rastreamento do dinheiro em casos de fraude por até cinco contas subsequentes e um sistema de contestação direto no aplicativo do banco. As medidas fazem parte de um esforço contínuo do Banco Central para reduzir fraudes associadas ao sistema, que se tornou alvo recorrente de golpistas justamente por sua popularidade e rapidez de transação.
Crédito usando o próprio recebível
Está prevista ainda a criação do Pix em Garantia, que vai permitir usar recebíveis futuros como garantia para conseguir empréstimo, pensado especialmente para autônomos e pequenos empreendedores que hoje têm mais dificuldade de acesso a crédito. A expectativa do setor financeiro é que a novidade amplie o acesso a crédito mais barato para esse público, historicamente penalizado por taxas de juros mais altas na ausência de garantias tradicionais.


