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A realidade por trás das transformações físicas mostradas nas redes sociais

Vídeo do canal Jayme Fisiculturismo Natural questiona a veracidade de algumas "evoluções" fitness divulgadas online

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

12 de junho de 2026 · 3 min de leitura

Miniatura do vídeo sobre a realidade das evoluções fitness nas redes sociais

Fotos de “antes e depois” fazem sucesso nas redes sociais como forma de mostrar transformações físicas impressionantes, mas em vídeo, o atleta natural Jayme de la Madrid questiona a veracidade de parte desse conteúdo, apontando técnicas que podem exagerar ou até distorcer completamente a realidade de uma evolução física genuína.

Técnicas simples que já distorcem a percepção

Antes mesmo de qualquer edição digital, elementos como iluminação, ângulo da câmera, nível de hidratação corporal no momento da foto e até a postura adotada podem alterar drasticamente a aparência de um físico. Uma foto de “antes” tirada propositalmente em condições desfavoráveis, como má iluminação e postura relaxada, comparada a uma foto de “depois” tirada em condições ideais, com boa luz e contração muscular intencional, já cria uma diferença visual que não reflete fielmente a evolução física real da pessoa.

O papel da edição digital nesse tipo de conteúdo

Além das técnicas de fotografia, recursos de edição digital, incluindo aplicativos que alteram proporções corporais, também são usados por parte dos criadores de conteúdo fitness para exagerar resultados e gerar maior engajamento nas redes sociais. Embora nem todo conteúdo de transformação física recorra a esses artifícios, a possibilidade de manipulação é um fator que vale a pena ter em mente ao consumir esse tipo de material online.

Por que isso importa para quem está começando na academia

Comparar o próprio progresso, que costuma ser gradual e realista, a transformações potencialmente exageradas ou manipuladas vistas nas redes sociais pode gerar frustração desnecessária e expectativas irreais sobre o ritmo natural de evolução física. Essa comparação distorcida é apontada como um dos fatores que contribuem para desistência precoce entre iniciantes, que acabam achando que seu próprio progresso é insuficiente diante de padrões que, na prática, não são inteiramente reais.

Como identificar conteúdo mais confiável

Alguns sinais podem ajudar a identificar conteúdo de transformação física mais confiável, como o relato de um período de tempo condizente com resultados fisiologicamente plausíveis, consistência nas condições de fotografia entre as imagens de antes e depois, e a presença de detalhes práticos sobre o processo de treino e alimentação que sustentaram aquela evolução, em vez de apenas as imagens finais isoladas.

Focando no próprio progresso real

A mensagem central desse tipo de conteúdo é lembrar que cada corpo evolui em seu próprio ritmo, influenciado por fatores individuais como genética, histórico de treino e consistência nos hábitos ao longo do tempo. Em vez de buscar comparação direta com transformações vistas online, cujo contexto completo muitas vezes não é conhecido, o mais saudável costuma ser acompanhar o próprio progresso ao longo do tempo, com métricas realistas e, se possível, orientação de um profissional de educação física.

O impacto dessas comparações na saúde mental

Além do efeito sobre a motivação para treinar, a exposição constante a esse tipo de conteúdo potencialmente distorcido também pode ter impacto sobre a autoimagem e a saúde mental de quem consome esse material com frequência, especialmente entre públicos mais jovens que ainda estão formando sua relação com o próprio corpo. Reconhecer que boa parte do conteúdo de transformação física nas redes sociais passa por algum grau de curadoria ou embelezamento ajuda a criar um distanciamento saudável em relação a esses padrões, permitindo que a pessoa avalie sua própria evolução com mais realismo e menos ansiedade.

Vídeo original de Jayme Fisiculturismo Natural. Assista na íntegra no canal original.

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