Como especialistas tentam identificar se um atleta é natural ou não
Laércio Refundini analisa debate sobre se um atleta forte é natural ou usa recursos farmacológicos; entenda os critérios usados nesse tipo de avaliação
Redação CityTudodo CityTudo20 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

O debate sobre se determinado atleta forte é “natural”, ou seja, alcançou seu desenvolvimento muscular sem uso de substâncias que alteram os limites hormonais naturais, é analisado por Laércio Refundini em vídeo recente. O tema é recorrente nas redes sociais sempre que um atleta chama atenção por níveis de força ou volume muscular fora do comum, e levanta uma questão legítima sobre como esse tipo de avaliação costuma ser feita.
Por que esse debate surge com tanta frequência
Nas redes sociais, é comum que atletas com físicos ou marcas de força impressionantes sejam questionados sobre a naturalidade de seus resultados, especialmente quando o desenvolvimento parece rápido demais ou desproporcional ao tempo de treino relatado. Esse tipo de especulação, embora compreensível dado o contexto do esporte, muitas vezes carece de evidências concretas e se baseia apenas em comparações visuais subjetivas, sem considerar a enorme variação genética natural entre diferentes indivíduos.
Quais critérios especialistas costumam considerar
Profissionais que analisam esse tipo de questão costumam observar fatores como o tempo de treino relatado pelo atleta em relação ao desenvolvimento muscular apresentado, a velocidade de progresso em cargas e marcas de força ao longo do tempo, características físicas associadas ao uso de determinadas substâncias, e a coerência entre a narrativa do atleta sobre sua trajetória e os resultados demonstrados. Ainda assim, nenhum desses critérios isolados é definitivo sem exames laboratoriais específicos.
Os limites da genética no desenvolvimento natural
A genética exerce papel fundamental na capacidade de desenvolvimento muscular e de força de cada pessoa, sendo que uma pequena parcela da população tem uma resposta hormonal e muscular naturalmente muito superior à média, mesmo sem uso de qualquer substância. Isso significa que resultados que parecem “bons demais para ser verdade” para uma pessoa comum podem, de fato, ser alcançados naturalmente por indivíduos com uma genética excepcionalmente favorável ao desenvolvimento de força e massa muscular.
Por que a especulação pública pode ser problemática
Acusações públicas sobre o uso de substâncias, feitas sem evidências concretas, podem prejudicar injustamente a reputação de atletas que de fato alcançaram seus resultados de forma natural, através de anos de treino disciplinado e genética favorável. Por outro lado, a desconfiança também cumpre um papel de accountability em um esporte historicamente associado a esse tipo de prática, o que explica por que o debate raramente se encerra de forma definitiva.
Focando no que realmente importa para quem treina
Independentemente do resultado desse tipo de debate sobre atletas específicos, o mais relevante para a maioria das pessoas que treina é entender que o desenvolvimento muscular natural segue um ritmo próprio, diferente entre cada indivíduo, e que buscar comparações constantes com físicos excepcionais, sejam eles naturais ou não, tende a gerar frustração desnecessária em vez de motivação saudável para o próprio progresso.
O valor de focar na própria jornada
Independentemente de quem está certo em debates específicos sobre naturalidade de determinado atleta, especialistas em psicologia esportiva costumam recomendar que praticantes de musculação direcionem energia para o próprio progresso, comparando-se principalmente com seu desempenho passado, em vez de se prenderem excessivamente a comparações com físicos de outras pessoas, cujas circunstâncias genéticas e histórico de treino raramente são totalmente conhecidos.
Vídeo original de Laércio Refundini. Assista na íntegra no canal original.


