Preço dos alimentos: tomate e batata caem, leite e frutas sobem em julho
IPCA de alimentos e bebidas recuou 0,67% no mês, mas a alimentação fora de casa acelerou; veja os 20 produtos que mais subiram e mais baratearam
Ricardo Shimanodo CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu 0,07% em julho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e reportados pelo g1. O grupo de Alimentos e Bebidas, porém, registrou queda de 0,67% no mês, puxado principalmente pela alimentação dentro de casa.
O que caiu de preço
As maiores quedas do mês vieram de itens de horta. O pepino liderou a queda com -33,42%, seguido do tomate, com -29,09%, o principal responsável pelo resultado negativo do mês, além da batata-inglesa (-19,59%), da cenoura (-14,41%) e do café moído (-2,45%).
O que subiu de preço
Do outro lado, a manga liderou as altas do mês, com 14,74%, seguida do limão (10,59%), da melancia (7,78%), da cebola (7,74%) e do morango (7,13%). O leite longa vida, item de maior peso no orçamento das famílias entre os que subiram, teve alta de 2,47%, e as frutas em geral avançaram 1,20% no mês.
Comer em casa ficou mais barato, comer fora ficou mais caro
O levantamento do IBGE mostra um movimento em direções opostas dentro do mesmo grupo. Enquanto a alimentação no domicílio recuou 1,14% em julho, os preços das refeições fora de casa aceleraram de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O lanche, especificamente, saltou de 0,13% para 0,76% no mesmo período, e a refeição foi de 0,15% para 0,42%.
O impacto no orçamento das famílias
A diferença entre a queda dos alimentos comprados no mercado e a alta das refeições fora de casa reforça um padrão observado em outros meses de 2026: famílias que cozinham mais em casa tendem a sentir alívio no orçamento, enquanto quem depende de restaurantes, lanchonetes e delivery segue pressionado pela alta de custos do setor de serviços, que tende a repassar aumentos de insumos, aluguel e mão de obra de forma mais lenta, mas persistente.
Um IPCA de julho moderado no geral
O maior impacto no IPCA de julho, de fato, não veio da alimentação, e sim do grupo Habitação, que subiu 0,99% no mês e teve peso relevante no resultado geral de 0,07%. Ainda assim, o comportamento dos alimentos segue sendo um dos indicadores mais acompanhados pelos consumidores, já que afeta diretamente o dia a dia nas compras de supermercado e feira.


