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Canetas emagrecedoras já mudam gastos com comida e até o PIB de países, mostra estudo

Famílias americanas em tratamento reduziram em até 8% os gastos com fast-food, enquanto o setor farmacêutico impulsionou o PIB da Dinamarca

Ricardo ShimanoRicardo Shimanodo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Caneta de aplicação de Ozempic (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

As canetas emagrecedoras já provocam efeitos que vão além da saúde e começam a mudar os hábitos de consumo de alimentos em diferentes países, segundo reportagem do g1 Explica. Um estudo com famílias americanas mostrou que, após seis meses de tratamento, os gastos com supermercado e com refeições fora de casa recuaram de forma consistente.

Quanto caem os gastos das famílias

Segundo o levantamento, os gastos com supermercado caíram 5,3% em média entre famílias americanas em tratamento com as canetas, enquanto as despesas em fast-foods, cafeterias e restaurantes de serviço rápido recuaram cerca de 8% após seis meses do início do tratamento. A queda reflete a redução do apetite provocada pelos medicamentos à base de semaglutida e outros análogos do hormônio GLP-1.

O impacto no PIB da Dinamarca

O efeito das canetas emagrecedoras já aparece nas estatísticas econômicas de países onde a produção do medicamento é relevante. Na Dinamarca, sede da fabricante Novo Nordisk, o setor farmacêutico impulsionado pelas vendas das canetas respondeu por cerca de metade do crescimento real do PIB em 2023. Segundo o Banco Central dinamarquês, sem esse avanço a economia do país teria ficado praticamente estagnada naquele ano.

Possíveis efeitos até na aviação

Os pesquisadores também avaliam impactos em setores menos óbvios. Uma projeção estima que passageiros, em média, 10% mais leves poderiam reduzir em até 1,5% o consumo de combustível dos aviões, caso o uso generalizado das canetas continue reduzindo o peso médio da população em países com alta adesão ao tratamento.

Um fenômeno que começou no apetite

O g1 Explica destaca que o fenômeno começou mudando o apetite individual de quem usa o medicamento, mas já afeta setores inteiros da economia, do varejo alimentício à indústria farmacêutica. A reportagem faz parte de uma série semanal do g1 que simplifica temas de economia e mercado financeiro que afetam o dia a dia do consumidor.

O que ainda falta entender

Apesar dos números já registrados nos Estados Unidos e na Dinamarca, pesquisadores ainda avaliam até que ponto o efeito das canetas emagrecedoras vai se espalhar para outros países à medida que o acesso ao medicamento se torna mais amplo e o preço eventualmente cai. A extensão do fenômeno para o setor de alimentos processados e para o varejo de roupas, por exemplo, ainda é objeto de estudos em andamento.

Fontes

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