Tamanduá-bandeira foge desesperado de incêndio perto de aeroporto em Goiás; vídeo
Bombeiros filmaram o animal, espécie ameaçada de extinção, escapando das chamas em área de vegetação próxima ao aeroporto de Anápolis; biólogo explica por que queimadas colocam a espécie em risco
Marina Kesslerdo CityTudo29 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Um tamanduá-bandeira foi filmado por bombeiros na quinta-feira (27) fugindo de um incêndio em uma área de vegetação próxima ao aeroporto de Anápolis, na região central de Goiás. Segundo o g1 Goiás, o animal conseguiu escapar das chamas, que avançavam rapidamente pela vegetação seca da região.
Uma espécie ameaçada que sofre com as queimadas
O tamanduá-bandeira é uma espécie ameaçada de extinção, segundo o biólogo Edson Abrão, que atribui o risco à perda de habitat, à redução de alimento disponível e ao avanço das queimadas. “Ele foge do fogo a nível de se proteger, como qualquer outro animal silvestre”, explicou o biólogo ao g1.
Ao contrário do que se poderia imaginar, a pelagem espessa do animal não o torna mais sensível ao calor: pelo contrário, ela ajuda a protegê-lo do excesso de temperatura e da desidratação durante o período de seca. O animal se alimenta principalmente de formigas e cupins, insetos que ficam mais disponíveis nessa época do ano, já que buscam folhas para levar até as colônias.
Ação humana como principal ameaça
Segundo o biólogo, o problema é que as queimadas e o desmatamento destroem justamente esse habitat e reduzem a oferta de alimento para a espécie. Ele afirma que a principal ameaça ao tamanduá-bandeira é de origem humana, causada pelo desmatamento e pela destruição de áreas de alimentação, o que dificulta a sobrevivência e a reprodução da espécie.
Para o biólogo, sem medidas de preservação e fiscalização mais eficientes, a população da espécie pode continuar diminuindo, com risco de extinção nas próximas décadas caso nada seja feito. Ele defende o reforço do controle das áreas ambientais com tecnologias que permitam identificar rapidamente focos de queimada e desmatamento.
O relato dos bombeiros que atenderam a ocorrência
O sargento Ericsonn Sousa, do Corpo de Bombeiros, acompanhou a ocorrência e relatou que nem todos os animais conseguem escapar a tempo. “Quando chegamos em áreas já queimadas, encontramos alguns animais mortos pelas chamas”, relatou o sargento.
Segundo os bombeiros, o período de estiagem deixa a vegetação seca e, combinado à baixa umidade e aos ventos, pode fazer com que um pequeno foco se transforme rapidamente em um grande incêndio. Para a corporação, a forma mais eficaz de combater um incêndio florestal continua sendo evitar que ele comece.


