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Por que um único exercício de glúteo não garante o resultado esperado

Tay Training alerta que apostar em apenas um movimento não é suficiente para o desenvolvimento do glúteo; entenda a lógica por trás dessa recomendação

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

15 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Miniatura do vídeo de Tay Training sobre erro comum ao treinar glúteo com apenas um exercício

É comum encontrar nas redes sociais promessas de que um único exercício é o “segredo” para desenvolver o glúteo. Em vídeo recente, a treinadora Tay Training alerta que apostar apenas em um movimento específico não costuma trazer o resultado esperado, reforçando um princípio importante do treinamento de força que muitas vezes se perde em conteúdos com títulos chamativos.

O glúteo é formado por diferentes músculos

O que popularmente chamamos de “glúteo” é, na verdade, um conjunto de três músculos, o glúteo máximo, o glúteo médio e o glúteo mínimo, cada um responsável por diferentes funções no movimento do quadril, como extensão, abdução e rotação. Um único exercício dificilmente consegue recrutar de forma ideal todos esses músculos ao mesmo tempo, o que explica por que rotinas variadas tendem a produzir um desenvolvimento mais completo do que a repetição exclusiva de um movimento.

Diferentes ângulos de trabalho geram estímulos diferentes

Exercícios como elevação pélvica, agachamentos, avanços, extensões de quadril e abduções trabalham o glúteo em ângulos e amplitudes distintas. Essa variação de estímulo é importante porque cada padrão de movimento desafia a musculatura de forma diferente, favorecendo tanto o desenvolvimento de força quanto o de volume muscular em diferentes porções do glúteo, algo que um exercício isolado, por mais eficiente que seja, não consegue proporcionar sozinho.

O risco de depender de um único movimento

Além da limitação no desenvolvimento muscular, focar apenas em um exercício aumenta o risco de sobrecarga repetitiva nas mesmas estruturas articulares e tendíneas, o que pode elevar as chances de lesões por uso excessivo ao longo do tempo. Variar os exercícios ao longo da semana e das fases de treino ajuda a distribuir melhor a carga sobre diferentes tecidos e articulações, reduzindo esse risco.

Progressão de carga continua sendo essencial

Independentemente de quantos exercícios diferentes sejam incluídos na rotina, o desenvolvimento muscular depende da aplicação de sobrecarga progressiva ao longo do tempo, seja aumentando peso, repetições ou dificuldade técnica dos movimentos. Um programa variado, mas sem progressão de carga, tende a estagnar da mesma forma que um programa baseado em um único exercício repetido indefinidamente com a mesma intensidade.

Como montar uma rotina mais equilibrada

Profissionais de educação física costumam recomendar a combinação de pelo menos dois ou três exercícios diferentes para o glúteo em cada sessão de treino de perna, alternando entre movimentos de dominância de quadril, como a elevação pélvica, e movimentos de dominância de joelho, como agachamentos e avanços. Buscar orientação individualizada ajuda a montar uma combinação de exercícios adequada ao nível de condicionamento e aos objetivos específicos de cada pessoa.

Como perceber se a variedade está funcionando

Acompanhar o progresso ao longo de algumas semanas, seja por meio de fotos, anotações de carga utilizada em cada exercício ou simplesmente pela sensação de força durante os treinos, ajuda a confirmar se a estratégia de variar os exercícios está trazendo resultado. Caso o progresso pareça estagnado mesmo com exercícios variados, pode ser sinal de que o volume total de treino ou a progressão de carga precisam ser reavaliados junto a um profissional de educação física.

Vídeo original de Tay Training. Assista na íntegra no canal original.

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