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Gente não é igual carro: Paulo Muzy explica por que comparações de treino enganam

Educador físico usa metáfora para alertar sobre os riscos de tratar o corpo humano como uma máquina padronizada no treino

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

17 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Miniatura do vídeo de Paulo Muzy comparando corpo humano e máquina

Com uma metáfora direta, “gente não é igual carro”, Paulo Muzy trouxe em vídeo recente uma reflexão importante sobre um dos maiores equívocos cometidos por quem treina, tratar o próprio corpo como uma máquina com peças padronizadas e respostas previsíveis a qualquer estímulo, ignorando as particularidades que tornam cada organismo único.

Por que a comparação com um carro não funciona

Um carro é um objeto fabricado em série, com peças padronizadas, respostas previsíveis a determinados comandos e um manual de manutenção que serve igualmente para qualquer unidade do mesmo modelo. O corpo humano, ao contrário, carrega variáveis genéticas, hormonais, históricas e emocionais que fazem com que duas pessoas seguindo exatamente o mesmo treino e a mesma dieta obtenham resultados diferentes, algo que a metáfora de Muzy busca deixar claro de forma simples e direta.

O erro de copiar treinos sem adaptação

Um dos problemas mais comuns nas redes sociais fitness é a tendência de replicar treinos, dietas e protocolos de outras pessoas sem levar em conta as próprias características individuais, como nível de condicionamento, histórico de lesões, resposta hormonal e até mesmo rotina de sono e estresse. Especialistas em treinamento físico costumam alertar que essa cópia direta, sem adaptação, pode não trazer os resultados esperados e, em alguns casos, até aumentar o risco de lesões por não respeitar os limites individuais de quem está treinando.

Genética e resposta ao treino

Fatores genéticos influenciam diretamente a forma como cada pessoa responde ao treino de força, incluindo a velocidade de ganho de massa muscular, a distribuição de gordura corporal e até a facilidade ou dificuldade em desenvolver determinados grupos musculares. Essa variabilidade biológica é um dos motivos pelos quais comparações diretas entre o próprio progresso e o de outra pessoa, especialmente influenciadores fitness com rotinas e genéticas diferentes, podem gerar frustração desnecessária.

O papel do acompanhamento individualizado

Diante dessas diferenças, profissionais de educação física costumam reforçar a importância de um acompanhamento individualizado, que leve em conta o histórico, os objetivos e as limitações específicas de cada pessoa antes de definir um plano de treino. Essa personalização é justamente o que separa um treino eficiente de um treino apenas copiado, ainda que ambos possam parecer semelhantes à primeira vista para quem observa de fora.

Uma mensagem contra a comparação excessiva

A metáfora usada por Paulo Muzy carrega também uma mensagem emocional importante para quem treina, a de que comparar o próprio corpo e progresso ao de outras pessoas, como se todos fossem fabricados da mesma forma, pode ser prejudicial para a saúde mental de quem está no processo de treino. Entender que cada organismo tem seu próprio ritmo e suas próprias respostas é, segundo a reflexão trazida no vídeo, um passo importante para treinar de forma mais saudável, tanto física quanto emocionalmente.

Vídeo original de Paulo Muzy. Assista na íntegra no canal original.

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