Quais são as principais causas do excesso de gases intestinais
Vídeo do canal Leandro Twin discute fatores alimentares e digestivos que costumam explicar o desconforto de gases em excesso
Redação CityTudodo CityTudo16 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

O excesso de gases intestinais é um desconforto comum, mas que costuma gerar dúvidas sobre suas causas reais, especialmente para quem segue dietas com maior quantidade de proteína e fibras, comuns entre praticantes de musculação. Em vídeo, o canal Leandro Twin aborda as razões mais frequentes por trás desse desconforto digestivo, ajudando a entender quando ele é apenas parte do processo digestivo normal e quando pode merecer mais atenção.
O papel da fibra alimentar na produção de gases
Alimentos ricos em fibra, como leguminosas, vegetais crucíferos e grãos integrais, são frequentemente associados a maior produção de gases intestinais, já que parte dessas fibras não é completamente digerida no intestino delgado e acaba sendo fermentada por bactérias no intestino grosso, processo que naturalmente gera gases como subproduto. Esse aumento na quantidade de gases, na maioria dos casos, é um efeito normal e esperado de uma dieta rica em fibras, benéfica para a saúde intestinal de forma geral.
Por que dietas ricas em proteína também podem influenciar
Dietas com alto teor de proteína, comuns entre praticantes de musculação que buscam ganho de massa muscular, também podem estar associadas a alterações na produção de gases, especialmente quando a fonte de proteína inclui laticínios em pessoas com alguma intolerância à lactose, ou suplementos proteicos que contenham ingredientes que o organismo de determinada pessoa digere com mais dificuldade.
Intolerâncias alimentares como fator relevante
Para algumas pessoas, o excesso de gases pode estar relacionado a intolerâncias alimentares específicas, como intolerância à lactose ou sensibilidade a determinados carboidratos fermentáveis, categoria de alimentos conhecida na literatura científica como FODMAPs. Identificar se existe algum padrão entre o consumo de determinados alimentos e o aumento do desconforto digestivo pode ajudar a mapear possíveis gatilhos individuais, embora essa investigação, quando o desconforto é persistente, deva envolver acompanhamento de um profissional de saúde.
Hábitos que também podem contribuir para o problema
Além da alimentação, hábitos como comer rápido demais, o que aumenta a ingestão de ar durante as refeições, mastigação inadequada e o consumo de bebidas gaseificadas também são apontados como fatores que podem contribuir para o aumento de gases intestinais. Ajustar esses comportamentos costuma ser uma das primeiras recomendações antes de investigar causas mais específicas relacionadas à dieta.
Quando buscar orientação profissional
Embora um certo nível de gases intestinais seja parte normal do processo digestivo, especialmente em dietas ricas em fibras e proteínas, um desconforto muito intenso, persistente ou acompanhado de outros sintomas como dor abdominal significativa ou alterações no hábito intestinal merece avaliação de um médico gastroenterologista ou nutricionista, que pode investigar causas específicas e orientar ajustes adequados na dieta e no estilo de vida de cada pessoa.
Ajustes graduais costumam trazer mais resultado
Para quem está aumentando a ingestão de fibras e proteína como parte de uma dieta voltada ao treino, o recomendado costuma ser fazer esse ajuste de forma gradual, e não abrupta, permitindo que a microbiota intestinal se adapte progressivamente ao novo padrão alimentar. Mudanças muito bruscas na quantidade de fibra consumida em um curto período tendem a intensificar o desconforto digestivo, enquanto um aumento gradual, distribuído ao longo de algumas semanas, costuma ser mais bem tolerado pelo organismo.
Vídeo original de Leandro Twin. Assista na íntegra no canal original.


