Como montar um treino de puxar eficiente, segundo a ciência do exercício
Laércio Refundini apresenta um treino de puxar fundamentado em evidências científicas; entenda os princípios que tornam essa divisão de treino eficaz
Redação CityTudodo CityTudo19 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

O “treino de puxar”, parte da divisão push/pull/legs muito popular na musculação, é apresentado em versão fundamentada em ciência do exercício por Laércio Refundini em vídeo recente. A proposta busca ir além de listas genéricas de exercícios, explicando os princípios que tornam essa organização de treino eficaz para o desenvolvimento das costas, bíceps e posteriores do ombro.
O que caracteriza os músculos do grupo de puxar
O treino de puxar concentra exercícios que envolvem o movimento de tração, recrutando principalmente os músculos das costas, como latíssimo do dorso e trapézio, além do bíceps e da porção posterior do deltoide. Organizar o treino dessa forma, agrupando músculos que trabalham de forma sinérgica em movimentos semelhantes, é uma estratégia comum para otimizar a recuperação entre sessões, já que grupos musculares diferentes podem ser treinados em dias distintos sem interferência excessiva na recuperação uns dos outros.
A importância da variedade de ângulos de puxada
Um treino de puxar bem estruturado costuma incluir exercícios com diferentes ângulos e padrões de tração, como puxadas verticais, remadas horizontais e variações de pegada, já que cada padrão de movimento recruta as fibras musculares das costas de forma ligeiramente diferente. Depender de um único tipo de puxada tende a limitar o desenvolvimento completo da musculatura, deixando algumas regiões menos estimuladas do que outras ao longo do tempo.
Volume e frequência de treino baseados em evidência
A ciência do exercício tem acumulado evidências consistentes sobre a importância do volume total de treino, medido em séries efetivas por grupo muscular ao longo da semana, como um dos principais determinantes do ganho de massa muscular, junto com a intensidade aplicada em cada série. Um treino de puxar bem planejado busca atingir um volume adequado para as costas sem ultrapassar a capacidade de recuperação, o que geralmente envolve distribuir esse volume ao longo de mais de uma sessão semanal.
A conexão mente-músculo no treino de costas
Diferente de exercícios como o agachamento, em que a percepção do trabalho muscular costuma ser mais intuitiva, muitos praticantes relatam dificuldade em “sentir” as costas trabalhando durante exercícios de puxada, tendendo a compensar com os braços. Desenvolver essa conexão mente-músculo, prestando atenção consciente à ativação das costas durante o movimento, é apontado por profissionais como um fator que pode melhorar significativamente a eficácia do treino de puxar ao longo do tempo.
Aplicando os princípios na prática
Montar um treino de puxar eficiente, como proposto no vídeo, envolve combinar exercícios variados, controlar o volume total semanal e priorizar a técnica correta antes de aumentar a carga. Para quem tem dúvidas sobre como estruturar essa divisão de treino de forma personalizada, buscar orientação de um profissional de educação física pode ajudar a ajustar esses princípios gerais às necessidades e ao nível de experiência individual de cada praticante.
Ajustando o treino conforme a resposta individual
Mesmo seguindo princípios respaldados por evidência científica, cada pessoa responde de forma um pouco diferente a determinados exercícios e volumes de treino. Acompanhar a própria evolução de força e sensação de recuperação ao longo das semanas permite ajustar o treino de puxar proposto no vídeo às particularidades individuais, um processo de refinamento que costuma trazer resultados superiores a seguir uma receita fixa sem nenhuma adaptação pessoal.
Vídeo original de Laércio Refundini. Assista na íntegra no canal original.


