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Comer besteira ocasionalmente atrapalha uma dieta saudável?

Laércio Refundini compara refeições saudáveis com opções consideradas besteira; entenda o impacto real de exceções pontuais em uma alimentação equilibrada

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Miniatura do vídeo de Laércio Refundini comparando comer saudável com comer besteira

A comparação entre comer de forma saudável e comer “besteira” é o tema de vídeo de reação publicado por Laércio Refundini, que analisa as diferenças entre esses dois padrões alimentares. O conteúdo levanta uma dúvida comum entre quem tenta manter uma dieta equilibrada: comer algo considerado besteira ocasionalmente realmente compromete todo o progresso alimentar?

O conceito de contexto geral da dieta

Nutricionistas costumam reforçar que o que determina o impacto de uma dieta na saúde e na composição corporal não é uma refeição isolada, mas o padrão alimentar mantido ao longo de dias, semanas e meses. Uma refeição considerada “besteira”, consumida ocasionalmente dentro de um contexto geral predominantemente equilibrado, tende a ter impacto muito menor do que se costuma imaginar, especialmente quando comparada a um padrão alimentar consistentemente desequilibrado.

Por que restrição extrema pode ser contraproducente

Tentar eliminar completamente qualquer alimento considerado “besteira” da dieta pode, paradoxalmente, aumentar o risco de episódios de compulsão alimentar, já que a restrição extrema tende a intensificar o desejo por esses alimentos ao longo do tempo. Abordagens mais flexíveis, que permitem espaço ocasional para alimentos menos nutritivos dentro de um padrão geral equilibrado, costumam ser mais sustentáveis a longo prazo do que dietas extremamente restritivas.

O que caracteriza uma refeição “besteira” do ponto de vista nutricional

De forma geral, alimentos classificados dessa forma tendem a ser ultraprocessados, com alta densidade calórica proveniente de açúcar e gordura, baixo teor de fibras, vitaminas e minerais, e pouca capacidade de saciedade em relação à quantidade de calorias fornecidas. O problema nutricional não está no consumo pontual desses alimentos, mas em quando eles passam a representar a maior parte da alimentação diária, deslocando o espaço de alimentos mais nutritivos.

Como equilibrar prazer alimentar e objetivos de saúde

Encontrar um equilíbrio entre desfrutar de alimentos considerados besteira ocasionalmente e manter uma base alimentar predominantemente nutritiva é uma abordagem defendida por muitos profissionais de nutrição como mais sustentável psicologicamente do que a busca por uma dieta perfeita e sem exceções. Esse equilíbrio tende a favorecer a adesão a longo prazo, fator mais determinante para resultados de saúde do que a perfeição em curtos períodos seguida de abandono da dieta.

O que realmente importa no dia a dia alimentar

Mais do que classificar refeições isoladas como boas ou ruins, o foco de uma alimentação saudável deveria estar no padrão geral mantido ao longo do tempo, priorizando alimentos in natura e minimamente processados na maior parte das refeições, sem necessariamente eliminar por completo momentos de indulgência ocasional, que fazem parte de uma relação equilibrada e sustentável com a comida.

Como aplicar esse equilíbrio na prática diária

Uma forma prática de aplicar esse equilíbrio é planejar com antecedência os momentos de indulgência, como uma refeição especial no fim de semana, mantendo o restante da semana alinhado com escolhas mais nutritivas. Esse tipo de planejamento reduz a sensação de culpa associada a comer algo considerado besteira e ajuda a manter a relação com a comida mais equilibrada e sustentável ao longo do tempo.

Vídeo original de Laércio Refundini. Assista na íntegra no canal original.

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