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O que diferencia corredores de elite dos amadores, do ponto de vista fisiológico

Dr. Danillo Pereira comenta o que caracteriza a fisiologia dos corredores de elite; entenda os fatores que separam atletas de alto rendimento de amadores

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

29 de julho de 2026 · 3 min de leitura

Miniatura do vídeo de Dr. Danillo Pereira sobre o segredo fisiológico da elite da corrida

O que realmente diferencia corredores de elite, capazes de completar uma maratona em pouco mais de duas horas, de corredores amadores é o tema explorado pelo médico do esporte Danillo Pereira em vídeo recente. A resposta vai além de “treinar mais”, envolvendo uma combinação de fatores fisiológicos que caracterizam atletas de altíssimo rendimento.

Consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) muito elevado

Um dos marcadores fisiológicos mais citados para diferenciar atletas de elite é o VO2 máximo, medida da capacidade do corpo de captar e utilizar oxigênio durante esforço intenso. Corredores de elite costumam apresentar valores de VO2 máximo consideravelmente superiores à média da população, resultado de uma combinação de predisposição genética favorável e anos de treino específico direcionado a maximizar essa capacidade fisiológica.

Economia de corrida como fator diferencial

Além da capacidade cardiovascular bruta, a economia de corrida, ou seja, a quantidade de oxigênio necessária para sustentar determinado ritmo, é um fator central que diferencia atletas de elite. Corredores muito eficientes conseguem manter um ritmo mais rápido gastando relativamente menos energia do que corredores menos econômicos, uma característica que combina aspectos biomecânicos, neuromusculares e anos de refinamento técnico da passada.

Alta proporção de fibras musculares de contração lenta

A composição muscular também desempenha papel relevante nesse cenário. Corredores de elite de longa distância costumam apresentar uma proporção maior de fibras musculares de contração lenta, mais eficientes para esforços prolongados de resistência, em comparação a fibras de contração rápida, mais associadas a esforços explosivos de curta duração. Essa proporção tem componente genético significativo, ainda que o treino específico também influencie até certo ponto a adaptação dessas fibras.

O papel de décadas de treino estruturado

Além dos fatores fisiológicos inatos, atletas de elite geralmente acumulam décadas de treino estruturado e progressivo, muitas vezes começando ainda na infância ou adolescência, o que permite adaptações fisiológicas profundas que dificilmente seriam alcançadas em poucos anos de treino recreativo. Esse volume acumulado de treino ao longo da vida é, segundo especialistas, tão importante quanto os fatores genéticos favoráveis para explicar o desempenho excepcional desses atletas.

O que corredores amadores podem aprender com isso

Embora a maioria dos corredores amadores não tenha os mesmos atributos genéticos ou décadas de treino estruturado de atletas de elite, compreender esses fatores ajuda a estabelecer expectativas mais realistas sobre o próprio desempenho. Isso não diminui o valor do esforço individual; pelo contrário, reforça que progresso consistente ao longo do tempo, respeitando os próprios limites fisiológicos, é o caminho mais saudável e sustentável para melhorar o desempenho na corrida, independentemente de comparações com atletas de elite.

O que motiva mesmo sem chegar ao nível de elite

Ainda que a maioria dos corredores amadores nunca alcance os patamares fisiológicos de atletas de elite, entender os princípios por trás desse desempenho excepcional pode inspirar uma abordagem mais científica e consistente do próprio treino, com foco em economia de corrida, técnica e progressão gradual de volume, elementos que, em menor escala, também trazem benefícios reais de desempenho para corredores de qualquer nível.

Vídeo original de Dr. Danillo Pereira - Medicina Esportiva. Assista na íntegra no canal original.

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