Ozempic, Mounjaro e agora mazdutida: entenda a corrida bilionária dos remédios para obesidade
Mercado de medicamentos injetáveis para emagrecimento e diabetes já movimenta bilhões de dólares e atrai cada vez mais concorrentes globais
Duda Nogueirado CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O que começou como uma classe de medicamentos voltada ao controle de diabetes se transformou em um dos mercados mais disputados da indústria farmacêutica mundial. De um lado, a Novo Nordisk, dona do Ozempic e do Wegovy. Do outro, a Eli Lilly, com o Mounjaro e o Zepbound. E agora, uma nova onda de concorrentes, incluindo empresas chinesas, entra na disputa.
Os dois gigantes que abriram o mercado
A Novo Nordisk foi pioneira em transformar a semaglutida, originalmente pensada para diabetes tipo 2, em um fenômeno global de emagrecimento com o Wegovy. A Eli Lilly respondeu com a tirzepatida, vendida como Mounjaro para diabetes e Zepbound para obesidade, que atua em dois receptores hormonais em vez de apenas um. A disputa entre as duas empresas já rendeu bilhões de dólares em receita e colocou ambas entre as farmacêuticas mais valiosas do mundo.
Novos entrantes miram o mesmo mercado
Mais recentemente, outras farmacêuticas passaram a desenvolver moléculas próprias na mesma categoria. Um exemplo é a mazdutida, desenvolvida pela chinesa Innovent Biologics em parceria com a própria Eli Lilly, aprovada na China e testada em estudos de fase 3 com resultados de perda de peso e controle glicêmico. A entrada de mais players nesse mercado tende a intensificar a disputa por eficácia, custo de produção e velocidade de aprovação regulatória em diferentes países.
O que pode mudar para quem usa esses medicamentos
O aumento da concorrência costuma pressionar preços para baixo e ampliar a disponibilidade de opções ao longo do tempo, algo que já aconteceu em outros setores quando novos fabricantes entraram no mercado. Ainda é cedo para dizer se o mesmo vai se repetir de forma rápida com os medicamentos para obesidade, mas a tendência observada pela indústria é que mais concorrência tende a beneficiar quem depende desses tratamentos, desde que a segurança e a eficácia continuem sendo o critério central na aprovação de cada novo produto.
Uso deve continuar sendo médico, não uma corrida de mercado
Apesar de todo o interesse comercial em torno dessa categoria de remédios, a decisão de usar qualquer um desses medicamentos continua sendo uma questão de saúde individual, que deve envolver avaliação médica, histórico clínico e acompanhamento durante o tratamento, e não uma escolha baseada em qual marca está em alta nas redes sociais no momento.


