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Por que a sensação de queimação no treino de glúteos não é garantia de resultado

Vídeo de treino intenso de glúteos com a treinadora Carol Vaz é gancho para explicar o que realmente indica um bom estímulo para hipertrofia

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

14 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Miniatura do vídeo sobre treino intenso de glúteos

O treino de glúteos costuma gerar uma sensação de queimação intensa nas últimas repetições de cada série, um sinal físico que muitas pessoas associam automaticamente a um bom treino. Em vídeo de um treinão de glúteos ao lado da equipe Team Carol Vaz, a treinadora reforça a motivação por trás desse tipo de sessão, o que serve de gancho para entender melhor o que essa sensação realmente significa do ponto de vista fisiológico.

O que causa a sensação de queimação muscular

A queimação sentida durante séries de alta repetição, comum em exercícios de glúteo como elevação pélvica e abdução, está relacionada ao acúmulo de metabólitos no músculo durante o esforço, um processo que ocorre quando a demanda energética do exercício supera temporariamente a capacidade de fornecimento de oxigênio ao tecido muscular. Essa sensação costuma ser mais associada a treinos que utilizam repetições mais altas e menor carga, um método bastante comum em rotinas voltadas para glúteos.

Queimação não é sinônimo direto de hipertrofia

Apesar de ser um indicador de que o músculo está sob esforço significativo, a queimação isoladamente não garante que o estímulo gerado será suficiente para promover ganho de massa muscular. A hipertrofia depende de um conjunto de fatores, incluindo tensão mecânica aplicada ao músculo, volume total de treino ao longo da semana e progressão de carga ou intensidade ao longo do tempo, não apenas da sensação percebida durante uma única série.

Diferentes estímulos, diferentes objetivos

Exercícios de glúteo que priorizam maior amplitude de movimento e cargas mais altas, como agachamentos e levantamento terra romeno, tendem a gerar mais tensão mecânica, enquanto exercícios de isolamento com repetições altas, como os que geram mais queimação, contribuem principalmente através do chamado estresse metabólico. Um treino de glúteos bem estruturado costuma combinar os dois tipos de estímulo, já que ambos parecem contribuir, de formas diferentes, para o desenvolvimento muscular ao longo do tempo.

Como avaliar se o treino está sendo eficaz

Em vez de depender apenas da sensação de queimação durante o treino, indicadores mais confiáveis de progresso incluem o aumento gradual de carga ou repetições ao longo das semanas, a evolução na execução técnica dos exercícios e, no médio prazo, mudanças perceptíveis na força e no desenvolvimento muscular da região trabalhada. Acompanhar esses fatores tende a dar uma visão mais completa da evolução do que apenas a sensação momentânea sentida durante a série.

O papel da orientação profissional

Para quem busca maximizar os resultados no treino de glúteos, contar com a orientação de um profissional de educação física pode ajudar a montar uma rotina equilibrada, que combine diferentes tipos de exercícios e estímulos, respeitando a individualidade biomecânica de cada corpo. A queimação, nesse contexto, deve ser entendida como parte do processo, mas não como o único critério para avaliar se um treino está de fato sendo eficaz para o desenvolvimento muscular buscado.

Vídeo original de Treinadora Carol Vaz. Assista na íntegra no canal original.

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