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Por que é importante treinar sem transformar exercício físico em sofrimento

Marcio Atalla discute em vídeo como a associação entre dor e treino eficiente pode afastar as pessoas da atividade física a longo prazo

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Miniatura do vídeo sobre a importância de praticar exercício físico sem sofrimento

Existe uma crença comum no universo fitness de que treino só é válido quando dói muito, seja pela dor muscular do dia seguinte, seja pelo esgotamento total ao final da sessão. Em vídeo recente, o educador físico Marcio Atalla questiona essa lógica e explica por que associar exercício a sofrimento constante tende a ser contraproducente, especialmente para quem está construindo o hábito de se movimentar com regularidade.

A cultura do “no pain, no gain”

A ideia de que sem dor não há ganho ganhou força ao longo de décadas em academias e conteúdos de fitness, reforçando a percepção de que apenas treinos extenuantes trazem resultado real. No vídeo, Atalla pondera que essa mentalidade ignora um fator central: a adesão. Um treino que machuca ou esgota demais tende a ser evitado no dia seguinte, o que compromete justamente a consistência que gera resultados de verdade ao longo do tempo.

Sofrimento não é sinônimo de eficiência

Do ponto de vista fisiológico, o estímulo necessário para gerar adaptações como ganho de força, resistência ou hipertrofia não depende de exaustão extrema a cada sessão. É perfeitamente possível progredir com treinos desafiadores, mas administrados de forma que o corpo consiga se recuperar e voltar a treinar com qualidade na sessão seguinte. Segundo essa lógica, treinar de forma inteligente costuma trazer resultados mais sustentáveis do que buscar o limite máximo de sofrimento todos os dias.

O risco do abandono precoce

Um dos pontos mais reforçados no vídeo é o impacto psicológico de associar atividade física a algo doloroso. Pessoas que estão no início da jornada fitness e sentem que todo treino precisa ser um sacrifício tendem a desistir mais rápido, porque o cérebro naturalmente evita repetir experiências desagradáveis. Já quem consegue construir uma relação mais leve com o movimento, sem abrir mão da intensidade adequada, costuma manter o hábito por mais tempo, o que no fim é o fator mais determinante para resultados duradouros.

Como equilibrar intensidade e sustentabilidade

Atalla sugere que a intensidade do treino deve ser ajustada à realidade e ao momento de cada pessoa, e não seguir um padrão único de exaustão obrigatória. Isso significa respeitar sinais do corpo, como fadiga acumulada ou dor persistente que foge do desconforto muscular normal, e entender que dias mais leves também fazem parte de um planejamento inteligente de treino. Variar a intensidade ao longo da semana, intercalando sessões mais puxadas com outras de recuperação ativa, tende a ser mais eficaz do que buscar o esgotamento máximo em toda oportunidade.

Prazer como parte da estratégia

Por fim, o vídeo reforça que encontrar prazer na atividade física, seja pela modalidade escolhida, pela companhia durante o treino ou pela sensação de bem-estar após a sessão, não é frescura, mas sim parte de uma estratégia real para manter a rotina de exercícios no longo prazo. Antes de adotar um programa de treino muito agressivo, buscar orientação de um profissional de educação física pode ajudar a encontrar o equilíbrio certo entre desafio e sustentabilidade, respeitando os limites individuais de cada corpo.

Vídeo original de Marcio Atalla. Assista na íntegra no canal original.

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